Antes de ir: documentos, seguro e chip para a França
Bayonne (Baiona, em português) fica no sudoeste da França, no departamento dos Pirineus Atlânticos, na Nova Aquitânia, na fronteira entre o País Basco e a Gasconha. A cidade nasceu na confluência dos rios Adour e Nive, a 6 km da costa atlântica, e tem pouco mais de 50 mil habitantes. É a principal cidade do País Basco francês e forma uma só mancha urbana com Anglet e Biarritz. Quem vem de San Sebastián, a eurocidade irmã, encontra aqui uma versão francesa do mesmo mundo: outra língua, outra mesa, mas o mesmo gosto por festa e por touros.
A melhor época para visitar Bayonne
O clima é oceânico, e a chuva é frequente: cerca de 1.470 mm por ano, com 13 dias de chuva em janeiro e 8 em julho. A temperatura média anual é de 14 a 15 °C. O verão é a melhor janela, e duas datas organizam o calendário. Na Semana Santa, de quinta a sábado, acontece há cerca de 550 anos a feira do presunto que deu nome à cidade. E em meados do verão vêm as Fêtes de Bayonne, cinco dias de desfiles, touradas, fogos e música que são uma das festas mais concorridas da França. Se você detesta multidão, evite esses dias.
Como chegar a Bayonne
A estação fica no bairro de Saint-Esprit, no cruzamento das linhas Bordeaux-Irun e Toulouse-Bayonne. É servida por TGV, Intercités e TER, com trens para Hendaye, Dax, Bordeaux, Pau, Lourdes e Toulouse. O aeroporto de Biarritz Pays Basque (BIQ), entre Anglet e Biarritz, fica perto. Por estrada, a cidade está no cruzamento da A63 (Bordeaux-Espanha) com a A64 (Pau, Tarbes e Toulouse). Dentro da cidade, a rede de ônibus Txik Txak liga Bayonne a Anglet e Biarritz, e a Vélodyssée, rota de cicloturismo, atravessa o município.
O que fazer em Bayonne
O centro tem urbanismo medieval, com fortificações, catedral e claustro. A catedral de Santa Maria, gótica, começada em 1213 e concluída no século XV, tem duas torres de 85 metros, acrescentadas no século XIX, e claustro de 1240. Faz parte do Patrimônio Mundial da Unesco desde 1998, nos Caminhos de Santiago. A cidade guarda ainda o Château-Vieux, do século XI, e a cidadela desenhada por Vauban em 1680.
O bairro do Petit Bayonne reúne o Museu Basco e da História de Bayonne, instalado desde 1924 numa casa do fim do século XVI, e o Museu Bonnat-Helleu, de belas-artes. Em 2022 abriu o Museu do Judaísmo Bayonês, que liga a história da comunidade judaica à chegada do chocolate, trazido pelos sefarditas portugueses que fugiam da Inquisição. As arenas de 1893 são as maiores do sudoeste, com mais de 10 mil lugares.
Para organizar a visita, há a visita guiada por Bayonne (1h30), o tour gastronômico (3h30) e o tour de segway (2 horas). Para sair da cidade, a excursão a Espelette, Ainhoa e às grutas de Zugarramurdi dura 5 horas.
Onde se hospedar
O Grand Bayonne e o Petit Bayonne são o coração histórico da cidade. O bairro de Saint-Esprit, do outro lado do Adour, é prático por causa da estação.
Gastronomia
Bayonne é associada ao presunto que leva o nome da cidade, hoje com indicação geográfica protegida, e ao chocolate, que chegou com os judeus sefarditas no século XVI. O presunto é o prato para provar aqui, em fatias finas.
Dicas práticas antes de ir
- Leve capa de chuva em qualquer época; a cidade é chuvosa.
- Reserve hospedagem com muita antecedência para as Fêtes de Bayonne.
- Chegue de trem: a estação de Saint-Esprit fica a pé do Adour e do centro.
- Combine com Biarritz, vizinha, num mesmo dia.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como parada de um a dois dias entre Bordeaux e a fronteira espanhola. Bayonne tem catedral, museus, chocolate e presunto de verdade, e fica a poucos quilômetros da costa atlântica. Quem quer festa de verdade deve ir nas Fêtes; quem quer sossego, em outro mês.

















