Antes de ir: documentos, seguro e chip para a França
Beaulieu-sur-Mer é uma cidade da Riviera Francesa, no departamento dos Alpes Marítimos, entre Nice e Mônaco, à beira do Mediterrâneo. Fica a leste do cabo Ferrat, junto de Villefranche-sur-Mer, Saint-Jean-Cap-Ferrat e Èze. É minúscula: com 0,92 km², é a menor comuna dos Alpes Marítimos em área, e uma das mais densamente povoadas. Até 1891, fazia parte de Villefranche-sur-Mer, e o nome quer dizer, em tradução livre, "belo lugar à beira-mar".
No fim do século XIX e começo do século XX, virou destino de inverno da elite internacional, depois que a estrada e a ferrovia a ligaram a Nice. Passaram por aqui o escritor Liev Tolstói, o engenheiro Gustave Eiffel, o editor James Gordon Bennett Jr., o compositor Igor Stravinsky, o imperador alemão Guilherme II, o rei Leopoldo II da Bélgica e a imperatriz Eugênia. Hoje é conhecida como balneário com boas instalações de marina, e o turismo, o cassino e a navegação de lazer são suas principais atividades.
Melhor época para ir
O clima é mediterrâneo, de verão quente e seco. O inverno é ameno, em torno de 8 °C, e o outono concentra a maior parte das chuvas, entre 250 e 300 mm. O verão tem muito sol. A temperatura média anual é de cerca de 15 °C, e a chuva soma cerca de 820 mm por ano. No verão acontece o festival de música Nuits Guitares, no Jardin de l'Olivaie, que existe desde 2000.
Como chegar
A estação de Beaulieu-sur-Mer fica na linha de trem entre Marselha e Ventimiglia e recebe os trens regionais da região. Pela estrada, a cidade está na Basse Corniche, a via costeira entre Nice e Mônaco.
O que fazer em Beaulieu-sur-Mer
A atração principal é a Villa Kérylos, uma casa construída entre 1902 e 1908 pelo arquiteto Emmanuel Pontremoli num promontório de rocha sobre o mar, para o helenista Théodore Reinach. Foi pensada e mobiliada como as vilas da Grécia antiga, e as paredes têm afrescos de mitologia grega. Reinach a deixou ao Institut de France em 1928. Está tombada como monumento histórico e aberta a visitas.
- Rotonde: salão circular de 1904 com abside envidraçada e cúpula, ao lado de um antigo hotel de luxo, criado para o chá dançante da tarde. É tombada desde 1978.
- Palais des Anglais: de 1885, em frente à estação, abrigou a aristocracia europeia na temporada de inverno e tem cariátides e frisos diferentes em cada andar.
- Villa de May: de 1826, tem salões decorados tombados e hoje abriga o conservatório de música.
- Promenade Maurice Rouvier: um calçadão à beira-mar que leva, em poucos minutos, a Saint-Jean-Cap-Ferrat pela baía das Formigas.
- Igrejas: o Sacré-Coeur, de 1899, a capela medieval Sancta-Maria-de-Olivo, do século XI, e a igreja anglicana Saint-Michael, de 1893.
Quem quer ver a costa da água pode reservar um passeio de barco privado pela Costa Azul, de 1 hora. O trecho de Beaulieu a Saint-Jean-Cap-Ferrat inspirou a canção "Baie des Fourmis", de Alain Souchon e Laurent Voulzy.
Onde se hospedar
A cidade é tão pequena que quase tudo fica perto da estação e do mar. Beaulieu faz parte do chamado triângulo de ouro da Riviera, com Saint-Jean-Cap-Ferrat e Villefranche-sur-Mer, a área de imóveis mais caros da França. Como Nice é vizinha e há trem, também dá para se hospedar lá e vir passar o dia.














