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Biarritz, França: vista do destino

O que fazer em Biarritz

FrançaAtualizado em 14 de julho de 20267 min de leitura

Antes de ir: documentos, seguro e chip para a França

Foi numa faixa de areia chamada Côte des Basques que a Europa viu suas primeiras pranchas de surfe deslizarem nas ondas, no começo dos anos 1950 — e Biarritz nunca mais largou esse posto de capital europeia do esporte. Mas reduzir a cidade a surfe é injusto: encravada no País Basco francês, a poucos quilômetros da fronteira com a Espanha, ela mistura o glamour antigo de balneário imperial (foi aqui que Napoleão III mandou erguer um palácio para a imperatriz Eugénie) com penhascos batidos pelo Atlântico, um porto de pescadores que já caçou baleias e a melhor gastronomia basca deste lado dos Pirineus.

Onde fica Biarritz e por que ela é diferente

Biarritz fica no extremo sudoeste da França, no departamento dos Pirineus Atlânticos (Pyrénées-Atlantiques), banhada pelo Golfo da Biscaia. Forma um trio quase colado com as vizinhas Anglet e Bayonne (o chamado BAB), e está a cerca de 35 km da espanhola San Sebastián. O que a distingue de outros balneários franceses é justamente a alma basca: você verá a língua basca (euskara) nas placas, a cor vermelha e branca nas fachadas das casas, o frontão de pelota basca em quase todo vilarejo e um sotaque gastronômico que tem mais a ver com o norte da Espanha do que com Paris. A cidade cresceu como destino de banhos de mar no século XIX, e esse passado aristocrático ainda aparece nos hotéis grandiosos e nas villas debruçadas sobre o oceano.

O que fazer em Biarritz

O cartão-postal absoluto da cidade é o Rocher de la Vierge (Rochedo da Virgem), um penhasco no mar ligado à terra por uma passarela de ferro projetada no ateliê de Gustave Eiffel. No topo, uma estátua da Virgem observa o Atlântico, e nos dias de mar agitado as ondas explodem contra as rochas num espetáculo e tanto. Bem ao lado fica o Port des Pêcheurs, um pitoresco porto de pescadores encaixado entre falésias, com casinhas coloridas e pequenos restaurantes de frutos do mar — o melhor lugar para terminar a tarde.

Some a isso os outros imperdíveis:

  • Grande Plage — a praia central, larga e moldurada pelo casarão do antigo cassino art déco e pela silhueta do Hôtel du Palais, o palácio que Napoleão III construiu para Eugénie em 1855.
  • Phare de Biarritz — o farol de 1834 sobre a Pointe Saint-Martin; quem encara os 248 degraus é recompensado com uma vista que vai da costa das Landas até as montanhas do País Basco.
  • Aquarium de Biarritz — o Musée de la Mer, num belo prédio art déco, exibe tubarões e focas alimentadas em horário marcado, ótimo programa para quem viaja com crianças.
  • Les Halles — o mercado coberto da cidade, ponto de encontro pela manhã para provar presunto de Bayonne, queijos de ovelha dos Pirineus, ostras de Arcachon e um copo de vinho da região do Irouléguy.
  • Chapelle Impériale — pequena capela de 1864 mandada erguer por Eugénie, com uma arquitetura neomudéjar de inspiração hispano-mourisca pouco comum na França.

As praias de Biarritz e o surfe

Cada praia da cidade tem uma personalidade. A já citada Côte des Basques, no sul, é a queridinha dos surfistas e tem o cenário mais dramático: na maré baixa, a areia se estende sob falésias verdes, mas atenção, porque na maré alta ela praticamente desaparece. A Grande Plage é a mais movimentada e central, ideal para quem quer ficar perto de tudo. Mais ao norte, a Plage Miramar é uma continuação tranquila da Grande Plage, e seguindo pela costa você chega às extensas praias de Anglet, com faixas de areia mais largas e vários picos de surfe.

Biarritz é um ótimo lugar para ter a primeira aula de surfe: há dezenas de escolas com instrutores e equipamento, e a Côte des Basques costuma ter ondas amigáveis para iniciantes em dias de mar calmo. Quem só quer nadar deve respeitar as bandeiras e nadar entre os postos vigiados — o Atlântico aqui é frio e as correntes podem ser fortes. Mesmo no auge do verão, a água raramente passa dos 22°C, então um traje de neoprene faz diferença para passar mais tempo no mar.

Gastronomia basca: o que comer em Biarritz

Comer bem é parte central de uma visita a Biarritz, e a cozinha basca tem identidade forte. Comece pelo jambon de Bayonne, o presunto cru curado da região, e pela piperade, um refogado de pimentões, tomate e a célebre pimenta de Espelette, que dá um toque levemente picante a quase tudo por aqui. Nos restaurantes de frutos do mar, procure o ttoro, ensopada de peixe e marisco típica da costa basca, e o axoa, picadinho de vitela com pimentões originário de Espelette.

Na hora do doce, o gâteau basque — bolo de massa amanteigada recheado com creme ou com geleia de cereja negra de Itxassou — é a sobremesa-símbolo. E a região tem uma relação antiga com o chocolate: foram judeus sefarditas expulsos da Espanha que trouxeram a tradição chocolateira para a vizinha Bayonne, considerada um dos berços do chocolate na França. Para acompanhar as refeições, vale provar os vinhos de Irouléguy, a pequena denominação dos vinhedos bascos no sopé dos Pirineus.

Arredores: bate e volta a partir de Biarritz

Biarritz é uma base excelente para explorar o País Basco dos dois lados da fronteira. A poucos minutos estão alguns dos lugares mais bonitos da região:

  • Bayonne (a 9 km) — capital cultural do País Basco francês, com a catedral gótica de Sainte-Marie, as casas de enxaimel coloridas à beira do rio Nive e as melhores chocolaterias da região.
  • Saint-Jean-de-Luz (a 15 km) — antiga vila de pescadores de baleias, com uma baía protegida ótima para banho, um centro histórico encantador e a igreja onde Luís XIV se casou em 1660.
  • Espelette — o vilarejo das pimentas vermelhas penduradas nas fachadas brancas; em outubro acontece a famosa festa da pimenta.
  • San Sebastián (a cerca de 35 km, já na Espanha) — uma das capitais mundiais da gastronomia, com a baía de La Concha e bares de pintxos imperdíveis na Parte Vieja.

Melhor época para visitar Biarritz

O verão (de junho a setembro) é a alta temporada: dias longos, mar mais convidativo e a cidade em plena efervescência, com festivais e a orla cheia. É a melhor época para praia e surfe, mas também a mais cara e movimentada, especialmente em julho e agosto, quando muitos franceses e espanhóis tiram férias. Quem prefere tranquilidade e bons preços encontra o seu momento na primavera (maio e junho) e no início do outono (setembro e início de outubro), quando o clima ainda é ameno e as praias, mais vazias. O inverno é suave, mas chuvoso e de mar bravo — justamente por isso atrai surfistas experientes em busca das ondas grandes da costa basca.

Como chegar a Biarritz

A forma mais rápida é pelo Aeroporto de Biarritz-País Basco (BIQ), a cerca de 10 minutos do centro, que recebe voos de Paris e de várias cidades europeias. De trem, Biarritz é bem conectada: o TGV liga Paris à cidade em torno de 4 a 5 horas, e a estação fica a poucos quilômetros do centro. De carro, a cidade está sobre a autoestrada A63, a cerca de 2 horas de Bordeaux e menos de 1 hora de San Sebastián, o que facilita combinar a viagem com o lado espanhol.

Quem chega do Brasil normalmente faz conexão por Paris e segue de avião ou de TGV. Uma alternativa esperta é voar até Bilbao, na Espanha, e alugar um carro: fica a pouco mais de 1 hora e o trajeto pela costa basca é lindo. Dentro da cidade, dá para resolver quase tudo a pé — a orla, o centro e o porto são próximos — e há ônibus urbanos e bicicletas de aluguel para os trechos mais longos.

Biarritz recompensa quem mistura os ritmos: uma manhã de surfe ou caminhada pelas falésias, um almoço demorado no mercado e o fim de dia vendo as ondas baterem no Rocher de la Vierge. É litoral francês com sotaque basco — e essa combinação é o que faz a cidade valer a viagem.

Livros

Guias de viagem da França em livro

Para planejar no papel ou levar na mala, a Amazon tem guias de viagem da França, país onde fica Biarritz. Para treinar algumas frases antes de embarcar, há também guias de conversação em francês.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre Biarritz

Qual é a melhor época para visitar Biarritz?

O verão (de junho a setembro) é a alta temporada: dias longos, mar mais convidativo e a cidade em plena efervescência, com festivais e a orla cheia. É a melhor época para praia e surfe, mas também a mais cara e movimentada, especialmente em julho e agosto, quando muitos franceses e espanhóis tiram férias.

Como chegar a Biarritz?

A forma mais rápida é pelo Aeroporto de Biarritz-País Basco (BIQ) , a cerca de 10 minutos do centro, que recebe voos de Paris e de várias cidades europeias. De trem, Biarritz é bem conectada: o TGV liga Paris à cidade em torno de 4 a 5 horas, e a estação fica a poucos quilômetros do centro.

O que fazer em Biarritz?

O cartão-postal absoluto da cidade é o Rocher de la Vierge (Rochedo da Virgem), um penhasco no mar ligado à terra por uma passarela de ferro projetada no ateliê de Gustave Eiffel. No topo, uma estátua da Virgem observa o Atlântico, e nos dias de mar agitado as ondas explodem contra as rochas num espetáculo e tanto.

Quanto custam os passeios em Biarritz?

Há atividades a partir de € 29, com opções para diferentes orçamentos.