Santa Cruz de la Sierra é a cidade mais populosa da Bolívia, com mais de 1,6 milhão de habitantes em 2024 e cerca de 2 milhões na área metropolitana. Fica nos llanos orientais do país, na bacia amazônica, na margem do rio Piraí, a 416 metros de altitude, em terreno plano. Foi fundada em 26 de fevereiro de 1561 pelo capitão espanhol Ñuflo de Chaves. É uma cidade de calor, de avenidas em anéis e de muito menos turismo internacional do que La Paz ou Sucre: recebe um terço dos turistas internos do país e poucos estrangeiros. Serve de porta de entrada para as Missões Jesuíticas e para Samaipata.
A melhor época para visitar Santa Cruz de la Sierra
O clima é tropical de savana, com verões muito quentes e úmidos e invernos secos e amenos. As médias são de 29 a 32 °C na primavera e no verão, com registros de mais de 40 °C no verão. No inverno, os "surazos", entradas de ar frio do sul, podem derrubar a média do dia para menos de 15 °C, e o recorde histórico de frio é de -3 °C, em julho de 2013. O inverno seco é o período mais confortável para passear, mas leve um casaco para os dias de frente fria. Quem quer o Carnaval Cruceño, uma das festas mais populares da Bolívia, deve planejar a viagem para o período que antecede a Quaresma e reservar com antecedência.
Como chegar a Santa Cruz de la Sierra
A cidade tem dois aeroportos. O principal é o Viru Viru, a 13 km ao norte, no município de Warnes, o maior da Bolívia. O de El Trompillo fica na zona sul, dentro da cidade. Há também o trem Expresso Oriental, que liga Santa Cruz a Puerto Quijarro. A Civitatis oferece um ônibus entre o aeroporto e a cidade, de uns 15 minutos.
O que fazer em Santa Cruz de la Sierra
O centro é o casco velho, em volta da Plaza 24 de Septiembre, com edifícios coloniais, a Casa da Cultura, a prefeitura e a Catedral Metropolitana, uma basílica menor de São Lourenço, famosa pelas abóbadas de madeira pintadas e por parte do revestimento de prata da missão jesuítica de San Pedro de Moxos. Outros pontos:
- Avenida Monseñor Rivero, bulevar com restaurantes, cafés, sorveterias e confeitarias.
- Zoológico de Fauna Sul-Americana Noel Kempff Mercado, com urso-de-óculos, preguiça e jaguar.
- Parque El Arenal, com lagoa e ilhota, no centro.
- Parque Regional Lomas de Arena, com dunas de areia branca em torno de lagoas.
- Cabañas do rio Piraí, na margem oeste, com pratos típicos e passeios a cavalo.
Pela Civitatis, dá para fazer o tour pela cidade (3 horas), o tour noturno, o tour pelos museus, excursão ao Biocentro Güembé e ao parque Lomas de Arena. Para quem tem mais dias, há a excursão ao Forte de Samaipata, de um dia, e roteiros de dois a quatro dias pelas Missões Jesuíticas e pela rota do Che Guevara.
Onde se hospedar
O casco velho, em torno da Plaza 24 de Septiembre, é o mais prático para quem quer andar a pé entre os museus e a catedral. A Avenida Monseñor Rivero serve a quem prefere mais opções de comer e sair à noite.
Gastronomia
A cozinha cruceña tem o majadito, o locro tingido com urucum, a sopa de amendoim, o pique macho e o chicharrón de surubi. O rapi al jugo, o keperí e o cogote de gallina recheado completam a lista.
Dicas práticas antes de ir
- Leve roupa leve, protetor solar e um agasalho para as frentes frias de inverno.
- O Carnaval começa a ser preparado em dezembro, com pré-carnavais, antes dos três dias de folia.
- Para Samaipata e as Missões, planeje pelo menos um dia inteiro.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como base, não como fim. A cidade em si tem poucos monumentos, mas funciona bem como ponto de partida para as Missões Jesuíticas, Samaipata e a natureza do entorno. Dois dias na cidade, mais os passeios, formam um roteiro sólido.






















