Tarija fica no sul da Bolívia, a 1.834 metros de altitude, no vale central do departamento, às margens do rio Guadalquivir. É a capital do departamento de mesmo nome, tem cerca de 240 mil habitantes e foi fundada em 4 de julho de 1574. A cidade combina clima temperado, vinhedos no entorno e uma cultura própria, a chapaca, com festas, música e traje típico.
A melhor época para visitar Tarija
O clima é temperado, com média de 20 °C, e as estações são bem marcadas. No inverno, sobretudo em julho, a temperatura costuma cair abaixo de 9 °C, e já houve registros de neve leve. Os dias de inverno, porém, costumam ser agradáveis, e as noites frias. Quem quer ver a cultura local deve olhar o calendário: a Entrada de Comadres acontece na quinta-feira uma semana antes do Carnaval, o Carnaval Chapaco vem em seguida, e a Fiesta Grande de San Roque, entre agosto e setembro, foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2021. A altitude e o clima seco também ajudam a explicar por que a região produz vinhos de boa qualidade.
Como chegar a Tarija
O aeroporto Capitán Oriel Lea Plaza fica a sudoeste da cidade, com voos nacionais e algumas conexões internacionais. A nova rodoviária interdepartamental, Torrecillas, fica no sul. Por estrada asfaltada, pela Ruta 1, chega-se à fronteira argentina de Bermejo, a cerca de 200 km, e a Potosí, Oruro e La Paz no sentido oeste.
O que fazer em Tarija
- Centro colonial — a Catedral de San Bernardo e a capela de San Juan, de 1576, a mais antiga da cidade. A catedral não fica de frente para a praça principal, uma peculiaridade entre as cidades fundadas pelos espanhóis na época.
- Casa Dorada e Castillo Azul — dois edifícios art nouveau, marcas da cidade. A Casa Dorada abriga hoje a Casa da Cultura.
- Museu Franciscano — instalado no convento de São Francisco, de 1606, com arqueologia e arte sacra.
- Museu Paleontológico e Observatório Astronômico Nacional — outros atrativos culturais da cidade.
- San Lorenzo — a cerca de 15 km ao norte, com casas do período colonial e a casa-museu de Eustaquio Méndez.
- Chaguaya — a 65 km, famosa pelo santuário dedicado à Virgem.
Entre as atividades para reservar, há o tour do vinho por Tarija (4 horas), o tour pelas adegas do vale de la Concepción, a excursão a San Lorenzo e Coimata e o passeio a cavalo por San Lorenzo. Também há a excursão ao vale dos Gigantes com o Museu Paleontológico, a observação de estrelas e a excursão à Reserva de Sama e à Lagoa Grande de Tajzara. Quem tem mais tempo encontra tours de vários dias pelos vales e pela Reserva Nacional de Tariquía.
Onde se hospedar
O centro, em torno da Plaza Luis de Fuentes, concentra igrejas e museus a pé. Procure hospedagem com antecedência na semana de San Roque e no Carnaval.
Gastronomia
O vinho é a bebida típica de Tarija, e a região produz também singani, destilado de uva. Entre as cepas cultivadas estão Tannat, Cabernet Sauvignon e Syrah. A economia local gira em torno do turismo, do vinho e da gastronomia, com destaque para as carnes assadas na brasa ou na lenha.
Dicas práticas antes de ir
- Confirme as datas de Comadres, Compadres e San Roque antes de comprar passagem.
- Leve agasalho para o inverno, sobretudo à noite.
- Combine o passeio das vinícolas com um motorista ou tour, para poder provar sem dirigir.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para quem já percorre a Bolívia e quer um lado menos andino: vinho, clima ameno e festa. Tarija funciona bem como parada de dois ou três dias, com um dia reservado às adegas. Quem só quer ver os cartões-postais do país, como o Salar de Uyuni, pode deixá-la para uma segunda viagem.






















