A Bolívia fica no centro-oeste da América do Sul e não tem saída para o mar. Faz fronteira com o Brasil ao norte e a leste, com Paraguai e Argentina ao sul e com Chile e Peru a oeste. O país tem nove departamentos e duas paisagens bem distintas: o Altiplano andino, a oeste, onde vive a maioria da população, e as planícies do leste, cobertas em parte por floresta amazônica. Entre o lago Titicaca, o Salar de Uyuni e o Nevado Sajama, o ponto mais alto do território, com 6.542 m, fica boa parte do que se vem ver. Nos Andes, a altitude é o fator que mais muda a viagem.
A melhor época para visitar a Bolívia
O clima muda de forma drástica de uma região para outra, de tropical nos llanos do leste a polar nos Andes ocidentais. O inverno é muito frio no oeste, com neve nas montanhas, e o outono é seco nas regiões não tropicais. Para o Altiplano e os salares, o outono seco costuma ser a aposta mais segura. Nas terras baixas do leste chove muito. O melhor é escolher a estação pelo roteiro: montanha e deserto de sal pedem tempo seco e muita roupa, enquanto a Amazônia boliviana pede capa de chuva.
Como chegar à Bolívia
O país tem quatro aeroportos internacionais: Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, Jorge Wilstermann, em Cochabamba, El Alto, em La Paz, e Juan Mendoza, em Oruro. Como a Bolívia tem fronteira com o Brasil, também é possível entrar por terra. A maior parte das rodovias é de cascalho ou terra, e só em 2015 o país inaugurou a primeira rodovia duplicada, entre La Paz e Oruro, com 203 km. Conte com deslocamentos longos.
O que fazer na Bolívia
- Visitar o Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo, no departamento de Potosí. A excursão de dia inteiro, de cerca de 8h45, tem nota 4,7 com 12 avaliações.
- Ir ao lago Titicaca, o mais alto navegável do mundo, a 3.810 m, e às ruínas de Tiwanaku. A excursão de 9 horas que junta os dois tem nota 5 com 8 avaliações.
- Andar por La Paz num tour guiado, de umas 3h30, com guia particular.
- Conhecer Sucre, fundada em 1538 como Chuquisaca, e Potosí, de 1545, com tours como o dos mistérios e lendas de Potosí, de duas horas, e o tour privado por Sucre, de três.
- Visitar a mina Caracoles, num passeio de quatro horas.
- Assistir ao Carnaval de Oruro, com as danças das diabladas, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, em 2001.
- Ver os sítios arqueológicos de Tiwanaku e Samaipata.
Onde se hospedar
La Paz, Sucre, Potosí, Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra são as bases mais usadas, cada uma com um perfil: La Paz é sede do governo e Sucre é a capital constitucional, enquanto Potosí guarda o legado da prata.
Gastronomia
A comida boliviana tem forte influência indígena e espanhola. O país é um dos centros de origem de pimentas como o locoto, e mais de quatro mil variedades de batata são cultivadas, em cores e tamanhos variados. É o tipo de país em que o mercado é parte do passeio.
Dicas práticas antes de ir
- O Titicaca fica a 3.810 m. Chegue sem pressa e reserve um dia para se acostumar com a altitude.
- No Altiplano, o frio é intenso no inverno. Leve agasalho mesmo se o dia estiver ensolarado.
- Nas estradas, conte com trechos de terra. A Camino a Los Yungas, apelidada de estrada mais perigosa do mundo, é um exemplo extremo.
- O espanhol é a língua principal, mas o aimará e o quíchua também são comuns.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, com duas ressalvas: não corra e não subestime a altitude. A Bolívia é um país grande, com trechos difíceis e paisagens que justificam o esforço. Dez dias dão para La Paz, Titicaca e Uyuni com folga. Tente encaixar Sucre ou Potosí se sobrar tempo, porque são cidades que mudam o ritmo da viagem.






















