Oruro é a capital do departamento de mesmo nome, na Bolívia, no Altiplano andino, a 3.735 metros de altitude. Tem perto de 300 mil habitantes e fica entre La Paz e Potosí. Foi fundada em 1606 como centro de mineração de prata, e mais tarde foi uma das grandes fontes de estanho do mundo. Hoje é conhecida sobretudo pelo Carnaval, reconhecido pela UNESCO.
A cidade, de ar frio e seco, fica ao norte dos lagos salgados Uru Uru e Poopó e tem pouco de turística no dia a dia. Mas quem chega no Carnaval encontra uma das maiores festas folclóricas da América do Sul.
A melhor época para visitar Oruro
O Carnaval é a razão principal de ir. Dura seis dias, e o desfile central, a entrada, percorre quatro quilômetros durante cerca de 20 horas seguidas. Participam mais de 28 mil dançarinos e 10 mil músicos, em cerca de 50 grupos. A diablada é a dança mais famosa. Em 2001 a UNESCO o proclamou Obra-prima do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade e, em 2008, o inscreveu na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial. A data muda a cada ano, então confirme o calendário antes de reservar.
Fora do Carnaval, o que manda é o clima, semiárido e frio. A época mais quente vai de outubro a dezembro, antes das chuvas de verão, que caem entre novembro e março. De maio a julho, as noites podem chegar a cerca de -15 °C. A neve é rara, e cai uma ou duas vezes a cada alguns anos.
Como chegar a Oruro
O Aeroporto Internacional Juan Mendoza, inaugurado em 2013, é o único da cidade. Tem movimento baixo, de um a três voos por dia, atendido só pela Boliviana de Aviación. Por terra, Oruro fica no caminho entre La Paz e Potosí.
O que fazer em Oruro
- Santuário da Virgem do Socavón. O centro religioso do Carnaval. Em 2018 foi inaugurado um teleférico turístico, de 16 cabines, que liga o monumento à Virgem da Candelária, no Cerro Santa Bárbara, à Praça do Folclore, em frente à basílica.
- Casa da Cultura Simón I. Patiño. Edifício de estilo francês construído entre 1900 e 1913 pelo magnata do estanho. Hoje é museu, com móveis europeus e pinacoteca.
- Museus Arqueológico e Mineralógico. Duas visitas curtas para entender a história mineira e indígena da região.
- Rua La Paz. É onde os bordadores fazem as roupas dos dançarinos do Carnaval.
- Farol de Conchupata. Foi aqui que a atual bandeira boliviana foi hasteada pela primeira vez, em 7 de novembro de 1851.
- Termas de Obrajes e Capachos. A cerca de 23 km, no caminho para Cochabamba, com águas que brotam a 65 °C.
Passeios que valem reservar
O tour pela mina San José e o tour dos mistérios e lendas de Oruro duram 3 horas cada e mostram o lado mineiro e as histórias da cidade. Para a paisagem, a lista traz o tour de 2 dias pelo Parque Nacional Sajama, onde fica o vulcão de mesmo nome, com 6.542 m, o ponto mais alto da Bolívia. O parque tem vicunhas, pumas e raposas andinas.
Onde se hospedar
O centro, perto da Praça do Folclore e do Santuário, é o mais prático para circular a pé e para o desfile do Carnaval. A malha da cidade foi traçada em forma de tabuleiro de xadrez, o que facilita a orientação. No Carnaval, reserve com grande antecedência.
Dicas práticas antes de ir
- A 3.735 m, o ar é rarefeito. Chegue com calma e evite esforço no primeiro dia.
- Leve agasalho mesmo no verão. As noites são frias em qualquer época.
- No Carnaval, reserve a hospedagem com meses de antecedência.
- Combine o dia em Oruro com as termas, que ficam a uns 30 minutos de carro do centro.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para o Carnaval, sem dúvida. Nos outros meses, é uma parada de um dia, útil para quem vai de La Paz a Potosí e quer ver o lado mineiro da Bolívia. Não é cidade de passar uma semana. O que a faz valer a viagem é a festa e a montanha, e ambas exigem planejamento.


















