Antes de ir: documentos, seguro e chip para o Japão
Tóquio é a capital do Japão e fica na ilha de Honshu, na margem noroeste da Baía de Tóquio. A metrópole tem mais de 13 milhões de habitantes, e a região metropolitana passa de 30 milhões. Tecnicamente, não existe uma "cidade" chamada Tóquio: é uma metrópole formada por 23 distritos centrais, outras cidades e vilas. Para quem visita, o que importa é que quase tudo de interesse está no miolo, ligado por trem e metrô.
A cidade se chamava Edo até 1868, quando o imperador se mudou para o antigo castelo e o transformou no Palácio Imperial. Ela foi destruída duas vezes no século XX, pelo terremoto de 1923 e pelos bombardeios de 1944 e 1945, e por isso tem pouca coisa muito antiga em pé.
A melhor época para visitar Tóquio
O clima é subtropical úmido: verões quentes e úmidos, invernos geralmente frios. Agosto é o mês mais quente, com média de 26,4 °C, e janeiro o mais frio, com 5,2 °C. Neve é esporádica, mas cai quase todo ano, e tufões aparecem todos os anos, embora poucos sejam fortes.
Na prática, a primavera é a época mais disputada: as mais de mil cerejeiras do Parque Ueno florescem entre o fim de março e o começo de abril, e o costume de observá-las se chama hanami. O outono costuma ser uma alternativa mais tranquila. Agosto pede paciência com o calor e a umidade.
Como chegar a Tóquio
A cidade tem dois aeroportos internacionais. Haneda, no distrito de Ota, é o mais próximo do centro e voltou a receber voos internacionais em 2010, com a inauguração da pista D. Narita, em Chiba, abriu em 1978 e em 2023 ainda movimentou mais passageiros internacionais que Haneda, 25,4 milhões contra 17,9 milhões. O metrô é operado por duas empresas, Toei e Tokyo Metro, com 13 linhas ao todo, e a estação de Shinjuku é a mais movimentada do mundo em passageiros. O Shinkansen liga Tóquio a Osaka desde 1964.
O que fazer em Tóquio
- Senso-ji, em Asakusa — o templo budista mais conhecido da cidade, para uma manhã de caminhada pelo bairro.
- Santuário Meiji e Parque Yoyogi — o principal santuário xintoísta de Tóquio, muito visitado no Ano Novo. Harajuku, bairro de Shibuya, fica ao lado e é conhecido pelo estilo jovem.
- Palácio Imperial e Torre de Tóquio — a torre de 333 metros fica ao sul do Palácio, residência oficial do imperador.
- Tokyo Skytree — inaugurada em 2012, tem 634 metros.
- Parque Ueno — concentra museus, como o Museu Nacional de Tóquio, além das cerejeiras.
- Sumô — os torneios de janeiro, maio e setembro acontecem no estádio de Ryogoku, e muitos estábulos deixam ver o treino.
Vale reservar
- Free tour por Asakusa, de 2 horas, com nota 4,3 em 71 avaliações, e Free tour por Shinjuku, de 2h30, nota 4,6 em 64.
- Tour privado por Tóquio, de 8 horas, nota 4,6 em 139 avaliações, o que tem mais avaliações entre os passeios da cidade.
- Excursão a Hakone e mirante do Monte Fuji, de 11 horas, nota 4,2 em 51.
- Também há ingresso do TeamLab Planets, do mirante da Tokyo Skytree e bilhete de metrô de 72 horas.
Onde se hospedar
Com 23 distritos no centro, a dúvida é qual base escolher. Shinjuku tem a estação mais movimentada do mundo, o que ajuda em qualquer deslocamento. Asakusa e Ueno, ligadas pela primeira linha de metrô da cidade, de 1927, ficam perto do Senso-ji e do Parque Ueno. Ficar perto de uma estação grande vale mais que a localização exata.
Gastronomia
Tóquio tem mais de 160 mil restaurantes na região metropolitana, e foi a cidade com mais estrelas no primeiro guia Michelin da cidade, em 2007. Sushi, tempurá, oden e sobá estão entre os pratos típicos. O chankonabe é a comida dos lutadores de sumô, e há muitos restaurantes especializados nele.
Dicas práticas antes de ir
- Evite o metrô no horário de pico: algumas estações têm funcionários para empurrar passageiros para dentro dos vagões.
- Planeje por bairros, para não atravessar a cidade toda num dia só.
- Leve agasalho no inverno, e guarda-chuva na época dos tufões.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda sem pensar duas vezes. Tóquio é a cidade que mais recebe turistas no Japão, quase metade dos visitantes internacionais do país, e dá para passar uma semana sem repetir bairro. O lado histórico é modesto, porque a cidade foi reconstruída duas vezes, mas a escala e a comida compensam.























