Fez fica no centro-norte do Marrocos, entre a cordilheira do Rife, ao norte, e o Médio Atlas, ao sul, na planície elevada do Saïs. É a terceira maior cidade do país, depois de Rabat e Casablanca, com 1.267.000 habitantes na região metropolitana em 2022. Foi fundada em 789 por Mulei Idris e é uma das quatro cidades imperiais do Marrocos, junto com Rabat, Meknés e Marrakech. Lá funciona a universidade al Quaraouiyine, criada em 859 e considerada a mais antiga do mundo ainda em atividade. A parte que todo mundo vem ver é a velha medina, Fès el-Bali, Patrimônio Mundial da Unesco desde 1981.
A melhor época para visitar Fez
O clima é mediterrâneo, com traços continentais e alguma influência do Atlântico, que fica a cerca de 160 km a oeste. O inverno é ameno e úmido, mas janeiro tem mínimas perto de 4 °C, e a geada não é rara. A chuva anual fica entre 500 e 600 mm, e novembro é o mês mais chuvoso. A primavera é agradável, com frio e chuva em março; em maio o calor chega a 30 ou 32 °C. De junho a setembro o tempo é extremamente seco, é comum passar quatro meses sem chuva, e as máximas de julho e agosto ficam perto de 36 °C. Eu escolheria abril e maio para andar pela medina, que é mais cansativa do que parece, e deixaria julho e agosto de lado.
Como chegar a Fez
Fez fica a cerca de 180 km de Rabat, a leste. Como a cidade é base para excursões de um ou mais dias, vale saber o que está perto: Ifrane, no Médio Atlas, está a 60 km, a 1.700 m de altitude, e o maciço do Kandar, a 40 km ao sul. Cidades como Meknés, Rabat e Chefchaouen entram em excursões de dia inteiro, de dez a onze horas.
O que fazer em Fez
- Entrar na medina de Fès el-Bali, um labirinto medieval de ruas estreitas, com mesquitas, madraças e souks. O jeito mais sensato é ir com guia: a visita guiada de três horas, o free tour de três horas e o tour privado de 3h30 existem, e o privado tem 124 avaliações, nota 4,3.
- Passar pela porta Bab Boujloud, pela Talaa Kebira, onde fica a madraça Bou Inania com seus relógios suspensos, e pela Talaa Sghira, com os livreiros. As duas ruas levam aos souks de al Attarine, de especiarias e hena, e ao quarteirão do mausoléu de Mulei Idris II.
- Ver os curtumes de Guernize e de Chouara (também chamada Blida), esta mais distante do centro.
- Olhar a mesquita al Quaraouiyine e as madraças Attarine, Bou Inania e Seffarine, abertas ao público, e a praça Seffarine, conhecida pelas oficinas de cobre e latão.
- Dar a volta pela muralha e conhecer as portas: Bab Ftouh, Bab Jdid e a Bab Es-Seba, onde, em 1443, o corpo do Infante Santo, de Portugal, ficou exposto.
- Fazer uma aula de culinária marroquina, de quatro horas, uma oficina de henna ou um banho de hammam.
- Ir de excursão a Volúbilis, Moulay Idriss e Meknés, a Chefchaouen ou ao deserto de Merzouga, em dois ou três dias.
Onde se hospedar
A cidade tem três partes. A medina de Fès el-Bali, do fim do século VIII, é o bairro mais antigo. Fès el-Jdid (Fez-a-Nova), do século XIII, é a parte real e administrativa, e a ville nouvelle, construída pelos franceses, é a mais moderna. Quem quer imersão escolhe a medina. Quem prefere ruas de cidade contemporânea fica na ville nouvelle, e dá para ir à medina de dia.
Dicas práticas antes de ir
- Na primeira visita, contrate um guia. A medina tem 18 bairros e ruas estreitas e tortuosas.
- No verão, o calor passa de 36 °C. Vá cedo e leve água.
- O Festival de Fez de Músicas Sagradas do Mundo acontece todo ano em junho, o que enche a cidade.
- No inverno, leve agasalho: janeiro tem mínimas perto de 4 °C e a geada aparece.
- A medina tem pelo menos 30 mesquitas, e as mais destacadas são a Quaraouiyine, a dos Andaluzes e a El Ouad.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, sem reservas. Fez é cidade de medina viva, que ainda funciona como sempre funcionou. Dois dias inteiros dão para a medina, os curtumes e uma refeição sem pressa. O único conselho é ir com folga de paciência, porque a medina cansa, e o calor de julho cansa ainda mais.























