Marrakech (Marraquexe, em português) fica no centro-sudoeste do Marrocos, no sopé norte do Alto Atlas, num oásis de palmeiras e olivais. Conhecida como a "cidade vermelha" por causa das muralhas de pedra ocre, é a quarta maior cidade do país e uma das quatro cidades imperiais, a que mais recebe turistas. Foi fundada em 1062 pelos almorávidas. O Jbel Toubkal, ponto mais alto do Norte da África, com 4.167 m, fica uns 70 km ao sul em linha reta.
A melhor época para visitar Marrakech
O clima é semiárido quente, com invernos amenos e algo úmidos e verões quentes e secos. A média de inverno é de uns 12 °C, e no verão as temperaturas variam de 32 a 45 °C. Chove em média 281 mm por ano, sobretudo no inverno. Por isso primavera e outono rendem mais para andar pela medina e para os passeios ao Atlas. Se você for no verão, programe os passeios para a manhã e o fim de tarde e reserve o meio-dia para o hotel.
Como chegar a Marrakech
O Aeroporto de Marrakech-Menara (RAK) fica a 3 km a sudoeste do centro e recebe voos de várias cidades europeias, de Casablanca e de alguns países árabes. Há várias ligações diárias de trem com Casablanca, Tânger, Fez, Meknès e Rabat. De carro, a rodovia A7 liga a cidade a Casablanca e a Agadir; de Casablanca são cerca de 240 km, de Rabat 327 km e de Essaouira 180 km por estrada.
O que fazer em Marrakech
- Praça Jemaa el-Fna: o coração da cidade, uma das praças mais famosas da África e patrimônio cultural imaterial.
- Souks: ocupam boa parte da medina e formam o maior mercado tradicional berbere do país. Dá para se perder, e é parte da graça.
- Mesquita Koutoubia: a maior da cidade, com minarete de 77 m, perto da Jemaa el-Fna.
- Palácio da Bahia: do fim do século XIX, com jardins, pátios e trabalho de madeira, estuque e zellige.
- Palácio El Badi: de 1578, hoje em ruínas, feito pelo sultão Amade Almançor.
- Túmulos sádidas: mausoléu com cerca de 60 membros da dinastia, redescoberto em 1917.
- Jardins da Menara e de Agdal: do século XII, com lago, pavilhão e pomares.
- Museu de Marrakech, no palácio Dar Menebhi, e Museu Dar Si Said, de artes marroquinas.
A cidade é ponto de partida para o deserto de Agafay (passeios de quadriciclo, noite no deserto), as cachoeiras de Ouzoud, a excursão a Essaouira, a excursão a Ouarzazate e Ait Ben Haddou e a excursão ao vale de Ourika. Na própria cidade, há free tour, tour gastronômico, cerimônia do chá, aula de culinária marroquina e banho ou massagem em hammam.
Onde se hospedar
Quem quer viver a cidade antiga fica na medina, perto da Jemaa el-Fna e dos souks, em casas tradicionais chamadas riads, e aceita o barulho. Os bairros modernos ao redor, como Gueliz, são alternativa para quem prefere rua mais tranquila.
Gastronomia
A comida é muito condimentada, mas não picante. Os temperos vêm do ras el hanout, mistura de dezenas de especiarias. A especialidade da cidade é a tanjia marrakshia, tajine de carne bovina com especiarias e smen (manteiga fermentada), cozido devagar em brasas. Prove também a pastilla, torta folhada de frango ou pombo com amêndoas e canela, os briouates e a sopa harira.
Dicas práticas antes de ir
- Nos souks, combine o preço antes de comprar e leve dinheiro trocado.
- Tênis confortável: a medina é um labirinto de becos e o chão é irregular.
- Para o deserto de Agafay e o Atlas, reserve o passeio com antecedência na alta temporada.
- No verão, evite o meio do dia e leve água.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, mas como viagem de sentidos, não de descanso: Marrakech cansa, e cansa bem. A praça, os souks, os palácios e a comida justificam de dois a quatro dias, e os passeios ao Atlas, a Agafay e a Essaouira ampliam a viagem.























