As Ilhas Pitcairn são um território ultramarino britânico na Polinésia, formado por quatro ilhas: Pitcairn, Henderson, Ducie e Oeno. Só Pitcairn é habitada, por cerca de 50 pessoas, o que faz do lugar a jurisdição menos populosa do mundo. A única povoação, Adamstown, é considerada a menor capital do planeta. Os moradores descendem dos amotinados do HMS Bounty e de mulheres taitianas, e chegar ali é uma viagem em si.
A melhor época para visitar as Ilhas Pitcairn
O clima é tropical úmido, com chuva o ano inteiro. No verão austral, as ilhas sofrem os efeitos de ciclones tropicais formados no oceano, e como todo acesso é por mar, tempo ruim pode impedir ou adiar o desembarque. Fora dessa época o risco é menor, mas não desaparece: até os cruzeiros de expedição só desembarcam se o mar permitir.
Como chegar às Ilhas Pitcairn
Pitcairn não tem aeroporto, pista de pouso nem porto. As falésias são íngremes e a ilha só é acessível de barco, pela baía Bounty, onde lanchas pequenas fazem a travessia entre o navio e a terra. Até 2018, o navio de abastecimento que levava passageiros saía de Mangareva, nas Ilhas Gambier, na Polinésia Francesa, onde o aeroporto de Totegegie recebe voos de Papeete. Desde 2019, o governo opera o MV Silver Supporter, o único navio dedicado a passageiros e carga, com viagens de turismo de aventura. Estadias curtas, de até 14 dias, não exigem visto, mas estadias mais longas pedem autorização prévia, e menores de 16 anos precisam de autorização antes de desembarcar, seja qual for a duração. Confira os documentos oficiais do governo de Pitcairn antes de planejar.
O que fazer nas Ilhas Pitcairn
- Adamstown: a capital fica dentro da bacia vulcânica, na parte centro-norte da ilha, e a estrada asfaltada de 6,4 km sobe da baía Bounty.
- Baía Bounty: os destroços do navio, incendiado pelos amotinados em 1790, ainda podem ser vistos debaixo d'água.
- Pesca e natação: duas atividades populares entre os moradores. A festa de aniversário ou a chegada de um navio ou iate costuma reunir toda a comunidade em um jantar público na praça de Adamstown.
- Aves e natureza: a ilha é o único lugar de nidificação do Pitcairn reed warbler, ave endêmica da ilha, e há cerca de 16 espécies de plantas endêmicas.
Henderson, que concentra 86% da área do território, é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1988, mas a costa é de falésias de calcário com coral afiado, e o acesso é difícil. Ducie e Oeno são atóis de coral.
Onde se hospedar
O turismo em Pitcairn acontece em casas de família: os visitantes ficam com moradores, e algumas famílias construíram unidades independentes ao lado de casa para alugar. Os pitcairneses se revezam para receber os poucos turistas.
Gastronomia
A mesa local tem peixe, lagosta, carne, frango, arroz, banana cozida, fruta-pão, tortas, abacaxi e melancia. A ilha produz bananas, mamão, abacaxi, manga, maracujá e coco, além de batata-doce, inhame e feijão. O mel, de abelhas livres de doenças, é vendido aos navios que passam pela ilha.
Dicas práticas antes de ir
- Inglês e pitcairnês, crioulo local, são as línguas mais faladas.
- Toda a população é adventista do sétimo dia e guarda o sábado, do pôr do sol de sexta ao pôr do sol de sábado.
- Há um café-bar licenciado na ilha, e a loja do governo vende bebidas e cigarros.
- Planeje folga no roteiro, já que o mar decide quando se chega e quando se sai.
O Visite o Mundo recomenda?
Só para quem quer o trajeto tanto quanto o destino. Não é lugar de praia de resort: é uma ilha vulcânica com cerca de 50 moradores, acesso só por mar e hospedagem em casa de família. Para quem tem curiosidade pela história do Bounty e tempo de sobra, não há outro lugar igual.


