As Ilhas Marshall formam uma república da Micronésia, no Pacífico, com 29 atóis de coral e cinco ilhas isoladas, espalhados em duas cadeias: Ratak, a leste, que significa nascer do sol, e Ralik, a oeste, o pôr do sol. A maior parte do território é água de lagoa, e a altitude média do país inteiro é de pouco mais de 2 metros. É um destino para quem procura um lugar remoto de verdade, e não para quem quer uma lista de atrações.
A melhor época para visitar as Ilhas Marshall
O clima é tropical, com uma estação relativamente seca de dezembro a abril e uma estação chuvosa de maio a novembro. Por isso, os meses de seca são a escolha natural para quem viaja. Muitos tufões do Pacífico nascem como tempestades tropicais nessa região, e a elevação do mar já é ameaça real para atóis tão baixos.
Como chegar às Ilhas Marshall
O país é servido pelo aeroporto internacional de Majuro, a capital, e por um campo de pouso do exército americano em Kwajalein, além de pistas pequenas nos demais atóis. Entre as companhias que operam ali estão a United Airlines, a Nauru Airlines, a Air Marshall Islands e a Asia Pacific Airlines. Não há voo direto do Brasil, e a viagem exige várias conexões. Antes de comprar qualquer passagem, confirme as regras de entrada com o consulado ou com a companhia aérea.
O que fazer nas Ilhas Marshall
- Majuro — o atol mais populoso e capital do país. Dois terços dos habitantes vivem ali e em Ebeye.
- Kwajalein — o maior atol em área de terra, com uma lagoa de cerca de 1.700 km². Abriga um campo de testes de mísseis do exército americano, e os proprietários das terras recebem aluguel pela base.
- Bikini — o atol onde os Estados Unidos fizeram testes nucleares a partir de 1946. A ilha foi desabitada por causa da radiação e é um ponto importante da memória do século XX no Pacífico.
- Santuário de tubarões — desde 2011, quase 2 milhões de km² de oceano do país são reservados à proteção de tubarões, o maior santuário do tipo do mundo na época.
Onde se hospedar
Majuro é o lugar natural para ficar: concentra a capital e o aeroporto internacional, e quase metade do país vive ali. Os outros atóis são pequenos e com pouca estrutura, então vale confirmar hospedagem e transporte antes de planejar qualquer saída da capital.
Gastronomia
A base da alimentação local sai da terra e do mar: coco, fruta-pão, melão, taro e peixe. A pesca de atum tem peso grande na economia, e Majuro é um dos principais portos de transbordo de atum do mundo. Por isso, peixe fresco é o prato mais fácil de encontrar.
Dicas práticas antes de ir
- A moeda oficial é o dólar americano, e as línguas oficiais são o inglês e o marshalês.
- O turismo é pouco desenvolvido: a dificuldade de chegar ao país e a concorrência com outras ilhas do Pacífico afastam muita gente. Planeje com folga.
- Leve protetor solar e roupa leve: o clima é tropical o ano todo.
- Respeite a terra: ela pertence a clãs e tem valor social para os marshaleses. Peça permissão antes de entrar em áreas privadas.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda só para viajante experiente, com tempo e orçamento de sobra. O país é remoto e pouco explorado pelo turismo, e isso é tanto o encanto quanto o problema. Quem quer praia fácil e passeio pronto vai ficar melhor em outro arquipélago do Pacífico. Quem aceita o esforço encontra um país de atóis baixos, com história de guerra e de bomba atômica.


