Papua-Nova Guiné é um país da Oceania que ocupa a metade oriental da ilha da Nova Guiné, além de ilhas e arquipélagos a leste e a nordeste, sempre na Melanésia. É um dos países com maior diversidade cultural do mundo: são mais de 800 línguas, e a maioria da população vive em comunidades tradicionais, tão diferentes entre si quanto os idiomas. A estimativa é de cerca de 11,8 milhões de habitantes, e só 14% moram em centros urbanos (dado de 2023). O relevo ajuda a explicar essa divisão em tantos grupos: as montanhas cobrem pelo menos 72% do território. O país ainda é pouco explorado, e muitas espécies de plantas e animais continuam sem registro.
Melhor época para ir à Papua-Nova Guiné
O clima é tropical e muda bastante com a altitude. Nas áreas costeiras a máxima média fica em torno de 32 graus, nas terras altas do interior em 26, e acima de 2.100 metros as geadas noturnas são comuns. A chuva varia de lugar para lugar: a região de Porto Moresby fica numa sombra de chuva e recebe menos de 1.000 mm por ano, enquanto algumas áreas das terras altas passam de 8.000 mm. Em certas regiões há uma estação seca de maio a novembro, e de dezembro a março é a estação chuvosa, com ciclones ocasionais. Em setembro, em Porto Moresby, acontece o Hiri Moale Festival, na praia de Ela Beach, que lembra as expedições comerciais dos povos Motu, feitas em canoas de vários cascos.
Como chegar à Papua-Nova Guiné
A capital e maior cidade é Porto Moresby, na costa sul. O país se separa da península do Cabo York, na Austrália, pelo estreito de Torres, de 152 km, com o mar de Arafura a oeste dele e o mar de Coral, bem mais fundo, a leste. A única fronteira terrestre é a oeste, com a Indonésia. Dentro do país, o relevo dificultou a construção de estradas, e o avião é o meio mais eficiente e confiável de se deslocar: são cinco rodovias, e só duas chegam ao interior.
O que fazer em Papua-Nova Guiné
A paisagem é a principal atração. O ponto mais alto é o monte Wilhelm, com 4.509 metros. As Terras Altas formam uma espinha de cordilheiras que cruza a ilha, e o país fica no Círculo de Fogo do Pacífico, com 14 vulcões ativos e 22 adormecidos. O rio Fly desce para o sul, rumo ao golfo de Papua, e o Sepik corre para o norte, cercados por planícies e pântanos. Na costa há cerca de 4.800 km² de manguezais, e o país tem pelo menos 13.840 km² de recifes de coral, parte do Triângulo de Coral. Na Nova Bretanha, a atividade vulcânica ao redor de Rabaul fertilizou o solo, e Bougainville tem três grandes vulcões.
A variedade de plantas e animais é enorme. O país abriga cerca de 5% das espécies conhecidas do planeta, e talvez um terço delas só existe ali. As florestas da Nova Guiné formam a terceira maior área contínua de floresta tropical do mundo, e há mais de 2.000 espécies de orquídeas e cerca de 813 de aves. As aves-do-paraíso, por exemplo, vivem no continente, mas não nas grandes ilhas do nordeste, que têm fauna própria, como morcegos frugívoros e certos grupos de rãs.
A cultura é o outro grande motivo para ir. As montanhas funcionam como barreiras naturais entre os grupos, e a Constituição protege expressamente as comunidades e os modos de vida tradicionais. Algumas tribos só foram contatadas por ocidentais nos anos 1960 e 1970. O inglês e o tok pisin servem de línguas comuns entre tantos idiomas locais. O rugby league é popularíssimo e une o país em torno do esporte. A religião predominante é a cristã: no censo de 2011, 95,6% dos cidadãos se disseram cristãos, mas muitos combinam a fé com práticas tradicionais, entre elas a crença nos masalai, espíritos que causam calamidades.
Onde se hospedar
A maior cidade é Porto Moresby, e Lae, Mount Hagen, Madang e Wewak são outros centros urbanos. Fora delas, o país é pouco explorado e a maior parte da população vive no campo, então vale planejar cada trecho com antecedência e confirmar a hospedagem antes de sair.



