Antes de ir: documentos, seguro e chip para a França
Saint-Émilion é uma cidade medieval de pouco mais de 1.600 habitantes, no departamento da Gironda, na Nova Aquitânia, no sudoeste da França. Fica sobre uma elevação de calcário, numa região de colinas de vinhedos, no encontro do Bordelais com a Saintonge e o Périgord. Recebe cerca de 1 milhão de visitantes por ano. Desde 5 de dezembro de 1999, a cidade e a sua jurisdição são Patrimônio Mundial da Unesco, na categoria de paisagem cultural.
Melhor época para ir a Saint-Émilion
O clima é oceânico, de verão quente e sem estação seca. A temperatura média anual é de 13,5 °C. A chuva é abundante na primavera e moderada no outono, com neblina frequente no outono e no inverno e tempestades comuns no verão, de 15 a 20 dias por estação. O calendário local ajuda a escolher a data. No começo de maio, vários châteaux abrem as portas. No terceiro domingo de junho, a jurade, a confraria do vinho da cidade, proclama do alto da Tour du Roy o julgamento do vinho novo, e no terceiro domingo de setembro anuncia o início da vindima, o ban des vendanges. Há ainda festivais de jazz e de filosofia, o Philosophia.
Como chegar
O vilarejo fica nas colinas entre os rios Dordogne e Isle, entre as cidades de Libourne e Castillon-la-Bataille. A jurisdição se estende por 75 km² ao redor da cidade medieval e reúne oito vilarejos, unidos desde a Idade Média em torno da comuna livre de Saint-Émilion.
O que fazer em Saint-Émilion
A cidade se espalha em anfiteatro pela encosta sul do platô de calcário, e foi dali que saíram as pedras de casas, muralhas, igrejas e mosteiros. As ruelas íngremes, chamadas tertres ou escalettes, rendem boas caminhadas. A parte subterrânea guarda tanto história quanto a parte construída.
- Igreja monolítica, escavada na rocha, considerada a segunda maior do mundo no gênero, com a flecha do campanário a 68 metros de altura.
- Eremitério de Saint-Émilion, a gruta escavada no século VIII pelo monge bretão Émilion, em torno da qual surgiram as primeiras casas.
- Tour du Roy, donjon de 1237, mandado construir pelo rei Henrique III da Inglaterra, e o único donjon românico ainda visível na Gironda.
- Igreja colegiada e claustro, o claustro dos Cordeliers, o palácio dos Arcebispos, a porta da Cadène e trechos das muralhas.
- Catacumbas, uma capela funerária subterrânea de origem difícil de datar.
O vinho é o centro da economia local. Nas oito comunas da denominação, cerca de 5.200 hectares de vinhedos produzem vinho a cada ano, e a jurisdição reúne perto de 800 propriedades. O merlot predomina, com 60 a 70% da produção, ao lado do cabernet franc e do cabernet sauvignon, que são usados em assemblage nos tintos. Na cozinha local aparecem os macarons, os patês e o foie gras.
Entre os passeios com ingresso está a visita ao Château Clos Systey, de 1h30.
Onde se hospedar
A cidade medieval é pequena e se visita a pé. Quem fica dentro dela está perto da Tour du Roy, da igreja monolítica e das ruelas. Entre as vinhas, os outros sete vilarejos da jurisdição são outra opção.














