Antes de ir: documentos, seguro e chip para a França
Marselha é a cidade mais antiga da França e a segunda mais populosa, com cerca de 870 mil habitantes. Foi fundada por volta de 600 a.C. por gregos de Foceia, na Anatólia, com o nome de Massália, e hoje abriga o maior porto comercial do país, na costa mediterrânea da Provença. É a capital da região Provence-Alpes-Côte d'Azur e a única grande cidade francesa com um parque nacional dentro dos limites municipais, o das Calanques, ao sul.
Melhor época para visitar Marselha
O clima é mediterrâneo, com verões quentes e secos e invernos amenos. Marselha é a cidade francesa com mais sol, cerca de 2.900 horas por ano, contra uma média de 1.950 no país, e também a grande cidade mais seca, com uns 530 mm de chuva anuais. Em julho, a máxima média perto do mar é de 27 °C. De dezembro a fevereiro, os dias ficam em torno de 12 °C e as noites, perto de 4 °C. Mais da metade dos anos passa sem uma única nevada.
O mistral, vento frio e seco que desce do vale do Ródano, sopra sobretudo no inverno e na primavera e costuma deixar o céu limpo. Para praia, barco e calanques, vale ir no verão. Em 21 de junho, a Fête de la Musique espalha shows gratuitos pela cidade.
Como chegar a Marselha
O Aeroporto de Marseille-Provence fica em Marignane, a uns 35 km do centro, e é o quarto da França em número de passageiros. A estação Marseille-Saint-Charles recebe trens regionais para Aix-en-Provence, Avignon, Nice e Toulon, além de TGVs para Paris e Lyon. Do terminal marítimo saem balsas para a Córsega, a Sardenha, a Argélia e a Tunísia. Dentro da cidade, há duas linhas de metrô, três de bonde e uma rede de ônibus com 104 linhas.
O que fazer em Marselha
- O Vieux-Port, o porto antigo, hoje funciona como marina, com dezenas de cafés ao longo da orla. Dois fortes vigiam a entrada, o Saint-Nicolas, ao sul, e o Saint-Jean, ao norte, e no Quai des Belges há feira de peixe todos os dias.
- A basílica de Notre-Dame de la Garde, romano-bizantina, do século XIX, fica no alto de uma colina de 162 metros. A Bonne Mère dourada, no topo da torre, vigia a cidade, e o terraço dá vista para o porto e para os arredores.
- O Panier é o bairro onde a cidade nasceu, de ruas estreitas e cafés. Ali fica a Vieille Charité, antigo asilo que hoje abriga um museu arqueológico e uma galeria de arte africana e asiática.
- O MuCEM, museu das civilizações da Europa e do Mediterrâneo, abriu em 2013, o ano em que Marselha foi Capital Europeia da Cultura. A vizinha Villa Méditerranée tem uma réplica da caverna Cosquer, cujas pinturas pré-históricas ficam perto do calanque de Morgiou.
- O Palais Longchamp, do século XIX, tem colunata de inspiração italiana atrás de uma grande fonte monumental. As duas alas guardam o museu de belas-artes e o de história natural.
- As Calanques são enseadas rochosas, parecidas com pequenos fiordes, que vão de Callelongue até Cassis. O parque nacional, criado em 2012, foi o décimo da França.
- O arquipélago do Frioul, a uma travessia de balsa do Vieux-Port, tem o Château d'If, a antiga prisão que serviu de cenário a O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas. Ratonneau e Pomègues, ligadas por um quebra-mar, já foram guarnição e hospital de quarentena.
- A bouillabaisse é o prato mais famoso da cidade: um ensopado de pelo menos três peixes locais fresquíssimos, servido com rouille sobre torradas. Em Marselha, quase nunca se prepara para menos de dez pessoas. Também vale provar a panisse, de farinha de grão-de-bico, e as navettes, biscoitos de flor de laranjeira em forma de barquinho.
Para organizar os dias, há o free tour de 2h30, com nota 4,5 em 1.020 avaliações, o ingresso do Castelo de If e a trilha pela calanque de Sormiou, de 3h30.
Onde se hospedar
O Vieux-Port é a base mais prática para quem quer andar a pé: dali sai a Canebière, o grande boulevard da cidade, e o Panier fica logo ao lado. A estação Saint-Charles se liga à Canebière pelo Boulevard d'Athènes. O Cours Julien é o ponto de encontro da cultura alternativa e tem ruas só para pedestres. Como o território passa de 240 km² e quase metade dele é área natural, convém escolher um bairro perto do metrô.























