Antes de ir: documentos, seguro e chip para a França
Rochefort, também chamada Rochefort-sur-Mer, fica no departamento de Charente-Maritime, na Nova Aquitânia, a cerca de dez quilômetros da costa atlântica em linha reta. Foi criada em 1666 como uma "cidade nova", planejada para abrigar um estaleiro e um arsenal da marinha de guerra do reino. Está num meandro do rio Charente, a 14 km do estuário, e é classificada como cidade de arte e história. O arsenal fechou em 1926, mas o traçado e os edifícios navais continuam de pé, e hoje a cidade também é uma das estações termais mais frequentadas da França.
Melhor época para ir
O clima é oceânico, com bom sol, invernos suaves e verão fresco e seco. A temperatura média anual é de cerca de 12,7 °C, e as chuvas, em torno de 800 mm por ano, se concentram no outono e no inverno. Quem quer andar pelo arsenal e pelo caminho à beira do Charente tem mais chance de tempo seco na primavera e no verão, enquanto o outono e o inverno pedem um guarda-chuva por perto.
Como chegar
De carro, Rochefort fica a 34 km de La Rochelle, em 25 minutos pela D 137, a 13 km de Fouras, a 65 km de Niort e a 480 km de Paris, em cerca de 4h30 pela A10. De trem, há nove ligações diárias de TER entre La Rochelle e Rochefort, e três ou quatro trens Intercités por dia ligam Nantes a Bordeaux via La Rochelle. Dois ônibus diários levam à estação de Surgères, de onde partem TGV para Poitiers, Tours e Paris-Montparnasse. O aeroporto de Rochefort-Saint-Agnant, a 9 km ao sul, recebe aviões militares, de turismo e de negócios.
O que fazer em Rochefort
O passeio gira em torno do arsenal fundado por Colbert. A Porte du Soleil, arco monumental de 1831, era a entrada principal. Em 4 de março e 10 de outubro, o sol nasce exatamente no eixo dela.
- Corderie Royale. Construída entre 1666 e 1669, tem mais de 370 metros de comprimento e servia para fabricar os cordames da marinha real, em peças de até 182,5 metros. Hoje abriga o Centre International de la Mer.
- Formas de reparo. Três ainda são visíveis: a vieille forme, a forme double e a forme Napoléon III. Em uma delas, a dupla do século XVII, funcionou o estaleiro da fragata Hermione, reconstruída por uma associação a partir de 1997. A fragata original levou La Fayette aos Estados Unidos em 1780.
- Museu Nacional da Marinha. Fica no hôtel de Cheusses, o mais antigo da cidade, construído a partir de 1599, e reúne modelos de navios, esculturas ornamentais e objetos de valor ligados à construção naval.
- Ponte transbordadora. Inaugurada em 29 de julho de 1900, tem duas torres de 66 metros e um tabuleiro de 175 metros por onde uma nacela suspensa atravessa o Charente.
- Casa de Pierre Loti. O escritor e oficial de marinha transformou a casa natal em cenário teatral, com salão gótico, sala renascentista, mesquita, salão turco e quarto árabe.
Para respirar entre um museu e outro, o chemin de la Charente segue o rio por 10 km, da Corderie ao Port-Neuf, e o Conservatoire du Bégonia, uma estufa de 1.100 m², rendeu à cidade o título de capital do begônia. Quem quiser mais paisagem pode seguir pelos Jardins des Retours, um parque que lembra as expedições científicas que partiam e voltavam de Rochefort nos séculos XVIII e XIX.
Onde se hospedar
O centro histórico, de traçado planejado, concentra o arsenal, a Corderie Royale, os museus e a praça Colbert, e fica perto da estação de trem, o que ajuda quem chega sem carro.














