Antes de ir: documentos, seguro e chip para a França
Hyères fica no departamento do Var, na Provença-Alpes-Costa Azul, no sul da França, 16 km a leste de Toulon e 65 km a sudeste de Marselha. A cidade marca o começo da Costa Azul e se autodenomina "Hyères-les-Palmiers", por causa das 7 mil palmeiras plantadas e cultivadas em viveiros no município. Com 55 mil habitantes, ela inclui a península de Giens e as ilhas de Porquerolles, Port-Cros e Levant, as chamadas Ilhas de Ouro. São 39 km de litoral, alternando areia e falésia.
A melhor época para visitar Hyères
O clima é mediterrâneo, com verão de muito sol, inverno ameno e chuva concentrada no outono e no inverno. A média anual fica em torno de 15,7 °C. Janeiro tem em média 6,5 dias de chuva, contra apenas 1,2 em julho, e o inverno costuma ficar perto de 8 °C. O verão é a melhor época para praia e para as ilhas, mas já existe uma tradição antiga de visitar fora dele: desde 1830 Hyères é destino de inverno, e quem quer caminhar pela cidade velha sem multidão pode vir fora da alta temporada.
Como chegar a Hyères
O aeroporto de Toulon-Hyères divide as pistas com a base aeronaval de Le Palyvestre e tem voos regulares para Paris-Orly, Nantes e Londres-Stansted, segundo os dados mais recentes; a grade muda, então confira antes. A estação de trem de Hyères recebe um TGV que sai de Paris-Lyon e trens regionais TER até Marselha Saint-Charles. Dentro da cidade, a rede de ônibus Mistral liga o centro, as praias e Giens, e há linhas que vão de Toulon ao aeroporto.
O que fazer em Hyères
A cidade velha sobe pela encosta sul da colina do Castéou, sob as ruínas do Château Saint-Bernard, do qual restam vestígios dos séculos XIII a XV. Entre os monumentos tombados estão a Colegiata de Saint-Paul e a Capela de Saint-Blaise, conhecida como Torre dos Templários, construída pela ordem no século XII. A cidade é classificada como Cidade de Arte e de História.
A Villa Noailles é outro marco da cidade, de 1923, obra do arquiteto Robert Mallet-Stevens para Charles e Marie-Laure de Noailles, hoje propriedade da prefeitura. Quem gosta de arqueologia deve ir ao sítio de Olbia, antigo entreposto da cidade de Marselha, reaberto ao público em 1999, no golfo de Giens, com vestígios pré-históricos, gregos, romanos e medievais.
O grande passeio são as ilhas. Porquerolles, Port-Cros e Levant formam as Ilhas de Ouro, e parte delas é protegida pelo Parque Nacional de Port-Cros, criado em 1963 e o mais antigo parque marinho da Europa. Barcos da companhia TLV-TVM fazem a ligação. Na península de Giens fica a Tour Fondue, torre defensiva do século XVII.
Onde se hospedar
A cidade velha, na encosta da colina, tem ruas estreitas e fica perto dos monumentos. Quem quer praia e vida de balneário deve olhar Giens, L'Almanarre ou a região do porto de lazer, onde a vilegiatura de verão se concentra. Para pegar barco para as ilhas, vale ficar perto do porto.
Dicas práticas antes de ir
- Combine a ida às ilhas com um dia de tempo firme e confira a saída dos barcos antes.
- Se chegar de trem, o TGV vem de Paris-Lyon; de Marselha, use o TER.
- Para Giens e a Tour Fondue há ônibus da rede Mistral, mas os horários mudam conforme a estação; confira no local.
- Leve protetor e chapéu: o verão é de muito sol.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para quem quer uma Costa Azul de cidade média, com história e ilhas. Hyères combina cidade velha, arquitetura modernista e ilhas protegidas, e serve bem como base de três ou quatro dias. Quem só quer balada vai achar pouco.




















