Antes de ir: documentos, seguro e chip para a França
Limoges é a capital do departamento do Alto Vienne, na região da Nova Aquitânia, às margens do rio Vienne. Tem cerca de 131 mil habitantes na cidade e mais de 320 mil na área urbana funcional. Não está no litoral: fica a cerca de 150 km do Atlântico, onde começa o Maciço Central. É conhecida no mundo todo pela porcelana, pelos esmaltes medievais sobre cobre e pelos barris de carvalho usados na produção de conhaque.
A porcelana é a parte mais recente da história: em 1768, descobriu-se caulim em Saint-Yrieix-la-Perche, a cerca de 30 km ao sul, e o economista Turgot, então intendente da região, estimulou a indústria. No século XIX a porcelana de Limoges já era famosa. A cidade foi fundada por volta de 10 a.C. como Augustoritum e teve anfiteatro, termas e ponte romanos.
A melhor época para visitar Limoges
O clima é oceânico (Cfb), comum no oeste da França. A maior parte da chuva cai entre outubro e fevereiro. O inverno costuma ter cerca de 41 dias de geada e 18 de neve. Em junho, julho e agosto, a chuva vem só de temporais violentos, vindos do golfo da Biscaia. Para andar pelo centro, o fim da primavera e o início do outono evitam o pior da geada e dos temporais.
Como chegar a Limoges
A estação Limoges-Bénédictins, inaugurada em 1929, tem trens diretos para Paris e Toulouse e para vários destinos regionais. Limoges foi a última grande cidade da França metropolitana a entrar na rede de autoestradas: desde o início dos anos 1990, a A20 liga a cidade a Châteauroux, Orléans e Paris ao norte. O transporte urbano inclui um dos quatro sistemas de trólebus ainda em operação no país.
O que fazer em Limoges
- A Catedral de Saint-Étienne, gótica, começou a ser construída em 1273 e só terminou em 1888. Tem um jubé renascentista e o túmulo do bispo Jean de Langeac, com cenas do Apocalipse.
- A cripta de Saint-Martial, do século X, com o túmulo do bispo que evangelizou a cidade, foi descoberta nos anos 1960 durante a obra de um estacionamento subterrâneo.
- A igreja de St-Michel-des-Lions tem vitrais dos séculos XV e XVI e uma torre de 65 metros com uma grande bola de bronze no alto.
- Os restos do anfiteatro galo-romano, um dos maiores da antiga Gália, e as pontes de Saint-Martial (época romana) e de Saint-Étienne (século XIII).
- O Museu de Belas-Artes, no palácio episcopal do século XVIII, e o jardim botânico junto à catedral.
- O Museu da Porcelana, com ingresso vendido pela Civitatis, é a visita que liga a cidade à sua fama.
Onde se hospedar
O centro histórico, em torno da catedral e do palácio episcopal, é o ponto mais prático para quem quer andar a pé.
Dicas práticas antes de ir
- Se a ideia é porcelana, compre o ingresso do museu antes.
- No inverno, a geada é comum: leve casaco e calçado firme.
- Reserve um dia para o centro histórico e outro para Saint-Yrieix-la-Perche, onde nasceu a indústria.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para quem gosta de cerâmica e de história. Limoges não é destino de grandes monumentos. A catedral, a cripta e o museu de porcelana fazem um bom dia de visita, e o trem direto de Paris facilita.














