Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Alemanha
Berlim é a capital da Alemanha e, ao mesmo tempo, um dos dezesseis estados do país. Com cerca de 3,6 milhões de habitantes, é a maior cidade alemã, espalhada por uma planície no nordeste, cortada pelos rios Spree e Havel. Um terço da área é floresta, parque, jardim, rio ou lago, o que surpreende quem espera só pedra e concreto.
A cidade foi capital da Prússia, do Império Alemão, da República de Weimar e do Terceiro Reich, e ficou dividida em duas até 1989. Essa história está à vista em quase todo bairro.
A melhor época para visitar Berlim
O clima é temperado, com média anual de 9,4 °C. Junho, julho e agosto são os meses mais quentes, com médias entre 16,7 e 17,9 °C e alguns dias acima de 30 °C. De dezembro a fevereiro a média fica perto de zero. A chuva se distribui pelo ano todo: junho é o mês mais chuvoso (cerca de 69 mm) e fevereiro o mais seco (cerca de 33 mm).
Para caminhar entre museus, parques e margens de rio, o fim da primavera e o verão rendem mais. No inverno dá para ir, desde que o plano seja ficar boa parte do tempo dentro de museus e teatros.
Como chegar a Berlim
O aeroporto é o Berlim-Brandemburgo (BER), ao sudeste, já no estado vizinho de Brandemburgo. Abriu em outubro de 2020, depois de anos de atraso, e substituiu os antigos Tegel e Schönefeld. Um trem expresso liga o aeroporto ao centro.
Por terra, a estação central (Hauptbahnhof) recebe trens da Deutsche Bahn de Hamburgo, Munique e Colônia, e também de Viena, Praga, Zurique, Varsóvia e Amsterdã. Dentro da cidade, o S-Bahn (16 linhas), o U-Bahn (nove linhas) e os bondes cobrem quase tudo.
O que fazer em Berlim
- Ilha dos Museus. Conjunto Patrimônio Mundial da UNESCO no Spree, com o Altes Museum, o Neues Museum (onde está o busto de Nefertiti), a Alte Nationalgalerie, o Museu de Pérgamo e o Museu Bode. Escolha dois e reserve o dia.
- Porta de Brandemburgo e Unter den Linden. O monumento mais conhecido da cidade fica na ponta oeste dessa avenida plantada com tílias desde o século XVII.
- Muro de Berlim. O trecho da East Side Gallery, em Friedrichshain, virou galeria de arte de rua ao ar livre. O Checkpoint Charlie foi preservado, e no terreno do antigo Ministério para a Segurança do Estado da Alemanha Oriental funciona o Museu Stasi.
- Palácio de Charlottenburg. A residência de verão prussiana, do início do século XVIII.
Passeios que valem reservar
O Free tour por Berlim é o passeio com mais avaliações entre os listados (mais de 6.900, nota 4,8) e serve para o primeiro dia, quando a cidade ainda não faz sentido no mapa. Quem quer aprofundar o tema do Muro tem o Tour do Muro de Berlim, de duas horas, também com nota 4,8.
A excursão ao campo de concentração de Sachsenhausen dura cerca de 6h30 e é pesada, mas ajuda a entender a época nazista. Para um dia de respiro, há a excursão a Potsdam, cidade vizinha com o Palácio de Sanssouci. E o Berlin WelcomeCard compensa para quem vai entrar em vários museus e usar o transporte.
Onde se hospedar
Quem fica pouco tempo ganha se hospedar perto da Hauptbahnhof ou no centro histórico, onde estão a Ilha dos Museus e a Porta de Brandemburgo. Kreuzberg e Friedrichshain, berço da cena de arte de rua e sede da East Side Gallery, são a alternativa para sair do eixo turístico. Charlottenburg, no oeste, fica ao lado do palácio e é mais sossegada.
Dicas práticas antes de ir
- Berlim é plana e tem cerca de 620 km de ciclovias. Alugar bicicleta é boa alternativa ao metrô.
- Nos museus da Ilha, compre o ingresso com dia marcado antes de chegar, sobretudo para o Neues Museum.
- Chove em qualquer estação. Leve uma capa fina mesmo no verão.
- O BER fica fora da cidade, então conte com o tempo do trem no dia do voo.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, sem ressalva. Berlim junta história e cultura em doses altas, funciona bem de transporte público e rende muito em poucos dias. Não é bonita como Praga ou Viena: a graça está no contraste entre o que sobrou, o que foi reconstruído e o que a juventude criou depois. Três dias dão conta do essencial; com cinco, sobra tempo para Potsdam e para os lagos.























