Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Alemanha
Rotemburgo, ou Rothenburg ob der Tauber, fica na Baviera, na região da Média Francônia, a cerca de 60 km de Nuremberg. O nome quer dizer "castelo vermelho sobre o Tauber" e descreve a posição da cidade, num planalto acima do rio. Foi cidade imperial livre da Idade Média até 1803 e hoje é conhecida pelo centro medieval conservado, cercado por muralhas com 42 torres. A Rota Romântica, roteiro turístico do sul da Alemanha, passa por aqui.
Parte desse visual vem de um golpe de azar. Depois da Guerra dos Trinta Anos e de um surto de peste em 1634, a cidade ficou pobre e parou de crescer, e isso preservou o aspecto do século XVII. No século XIX, pintores românticos passaram por lá, vieram os primeiros turistas e surgiram leis para barrar grandes mudanças. Em 31 de março de 1945, bombas destruíram cerca de 275 casas, quase um terço do total, sobretudo na metade leste. A reconstrução manteve o estilo, e a parte oeste, onde a cidade nasceu, saiu ilesa.
Melhor época para ir
Duas datas se destacam no calendário. No início do Advento, a praça da prefeitura vira o Reiterlesmarkt, o mercado de Natal, com brinquedos, enfeites de árvore, vinho quente e salsicha branca grelhada. Na Pentecostes, a cidade celebra o Meistertrunk, com desfile de soldados e acampamento militar. A festa lembra a lenda do prefeito Nusch, que em 1631 teria salvado a cidade bebendo de um gole três litros e um quarto de vinho. O relógio da antiga taverna dos notáveis encena a lenda a cada hora, das 11h às 15h.
Como chegar
Rotemburgo fica perto da divisa com Baden-Württemberg e na Rota Romântica. Nuremberg, a cerca de 60 km, é a grande cidade de referência para quem monta o trajeto.
O que fazer em Rotemburgo
- Muralhas: erguidas nos séculos XIII e XIV, boa parte está aberta à visitação. A torre Röder, com quase 61 m, pode ser escalada para ver a cidade toda. Os trechos refeitos depois de 1945 têm tijolos com os nomes de quem doou dinheiro para a obra.
- Prefeitura: a parte gótica vem de 1250 e a fachada renascentista foi começada em 1572. A torre também recebe visitantes, e as salas abobadadas abrigam um museu de história.
- Igreja de São Tiago: guarda o retábulo do Santo Sangue, de Tilman Riemenschneider, e vitrais de 17 m do século XIV.
- Plönlein: pracinha com casa de enxaimel onde duas ruas se bifurcam, apontada como um dos pontos que melhor representam a época medieval na Alemanha.
- Ponte dupla sobre o Tauber, do século XIV, e o castelo Toppler, de 1388, no vale.
Os museus ajudam a completar a visita. O Museu do Crime Medieval mostra instrumentos de tortura e livros de direito, o Museu da Cidade Imperial ocupa um antigo convento dominicano e o de Bonecas e Brinquedos reúne mais de 500 bonecas históricas. Há também o Museu do Natal. Para dar contexto ao conjunto, existe um tour privado de 2 horas com guia em português. E vale provar o Schneeball, a massa frita em forma de bola de neve, coberta de açúcar de confeiteiro ou de chocolate.
Onde se hospedar
Dentro das muralhas, a cidade também funciona como uma cidade alemã comum, com adaptações para o turismo. Lojas e hotéis se concentram em torno da praça da prefeitura e de ruas como Herrngasse e Schmiedgasse, e ficar ali ajuda a fazer boa parte do roteiro a pé.














