Antes de ir: documentos, seguro e chip para o México
Los Mochis é uma cidade do noroeste do México, no estado de Sinaloa, e a sede do município de Ahome. Tinha 298 mil habitantes no censo de 2020, o que a deixa como a terceira maior do estado. O terreno é plano, a cerca de 10 m acima do nível do mar, no Vale do Fuerte, uma planície agrícola irrigada por canais do rio Fuerte. O nome vem do cáhita mochic, que significa tartaruga de terra e batizava uma planta rasteira de flores miúdas que cobria o vale.
A cidade nasceu de uma ideia importada. Em 1872, o engenheiro americano Albert K. Owen chegou à baía de Ohuira para estudar uma ferrovia e imaginou ali uma cidade. Um grupo de socialistas utópicos dos Estados Unidos o seguiu e abriu os primeiros canais de irrigação. Quando a colônia, que ficava onde hoje é Topolobampo, se desfez, os colonos se espalharam pela região e fundaram povoados que levaram a Los Mochis. O açúcar fez o resto: a pedra fundamental da usina saiu em 1898, e foi ela que puxou o crescimento da cidade.
Melhor época para ir
O clima é quente e úmido, com média anual de 25,5 °C. De julho a outubro vêm os dias mais quentes e também as chuvas, que somam cerca de 302 mm por ano. As temperaturas mais baixas aparecem de novembro a fevereiro, a janela mais confortável para caminhar pelo centro e subir o morro. Quem vai embarcar no trem rumo à serra precisa lembrar que a viagem parte do nível do mar e chega a 2.600 m de altitude.
Como chegar
Los Mochis é conhecida como a porta de entrada do Cânion do Cobre. É daqui que sai o Chepe, o trem Chihuahua-Pacífico, que cobre 653 km até a cidade de Chihuahua, com 86 túneis e 37 pontes. Ao longo do trajeto dá para parar em povoados turísticos como Divisadero e Creel, já na Sierra Tarahumara, onde ficam as Barrancas do Cobre. A cidade também serve de ponto de partida para quem segue aos estados de Chihuahua e Baja California Sur.
O que fazer em Los Mochis
- Cerro de la Memoria: com cerca de 160 m, é o ponto mais alto da cidade e um dos seus ícones. No topo há uma estátua de 11 m da Virgem do Vale do Fuerte, e uma ciclovia de 3,4 km contorna o morro desde 2013. O nome vem de Memorial Hill, porque os colonos americanos começaram a enterrar seus mortos ali.
- Jardim Botânico Benjamin Francis Johnston, no parque Sinaloa.
- Museu Regional do Vale do Fuerte e Trapiche Museu Interativo, mais as instalações da antiga usina de açúcar.
- Centro histórico, com a Plazuela 27 de Setembro, a Casa do Centenário e o Teatro da Cidade.
- Parque Venustiano Carranza, onde há um monumento a Dom Quixote e Sancho Pança.
Para conhecer a cidade com guia, há um tour de 2 horas e outro de 6 horas, que soma um passeio de lancha pela baía de Topolobampo, onde ficava a colônia de Owen.
Onde se hospedar
A cidade tem hotéis, motéis, locadoras de carro e agências de viagem, e o centro histórico é a base natural para visitar as praças e os museus. Quem vai fazer o Chepe tem aqui o início do percurso, então dormir na cidade na véspera facilita a manhã.















