Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Suíça
Lucerna (Luzern, em alemão) fica no centro da Suíça, à beira do Lago dos Quatro Cantões, no ponto onde o lago despeja no rio Reuss. A cidade tem cerca de 87 mil habitantes, está a 436 metros de altitude e é a mais populosa da Suíça central. Tem a silhueta dos Alpes ao fundo, com o Pilatus e o Rigi à vista, e um centro que se atravessa a pé em uma tarde. A língua oficial é o alemão.
A melhor época para visitar Lucerna
O clima é oceânico, com pouca diferença entre máximas e mínimas e chuva distribuída o ano todo. A média é de 138 dias de chuva por ano, e junho é o mês mais chuvoso; fevereiro é o mais seco. Ou seja, guarda-chuva entra na mala em qualquer estação. O verão é a época do Lucerne Festival, de música clássica, e a mais procurada para subir as montanhas e navegar no lago. No inverno, há excursões de esqui a Grindelwald saindo da cidade.
Como chegar a Lucerna
A estação de trem de Lucerna é uma das principais da Suíça e recebe trens nacionais e internacionais. Para Zurique são 40 trens por dia, com tempo médio de 48 minutos, e o aeroporto de Zurique fica a pouco mais de uma hora da cidade. Na prática, quem vem do Brasil desembarca em Zurique e segue de trem. Dentro da cidade, ônibus e trólebus funcionam num sistema integrado com os cantões vizinhos, e os barcos do lago saem de um cais colado à estação.
O que fazer em Lucerna
O cartão-postal é a Kapellbrücke, ponte coberta de madeira do século XIV, a mais antiga da Europa. Ela tem uma torre octogonal, a Torre da Água, construída por volta de 1300. A ponte pegou fogo em 1993 e dois terços das pinturas do interior se perderam; foi reconstruída e reaberta em 1994. A Spreuerbrücke, outra ponte coberta, tem telas barrocas sobre a dança da morte.
Outros pontos que valem a caminhada:
- O Leão de Lucerna, esculpido na rocha num pequeno parque, em memória dos Guardas Suíços mortos em 1792, na Revolução Francesa.
- A Museggmauer, o que restou da muralha medieval da cidade.
- A Hofkirche, igreja renascentista de torres gêmeas.
- O Museu Suíço do Transporte, à beira do lago, com locomotivas, carros, barcos e aviões.
- A casa de Richard Wagner, no bairro de Tribschen, hoje museu.
Para sair da cidade, há excursões ao monte Titlis, ao Pilatus (inclusive por conta própria, com trem panorâmico e barco pelo lago), ao Rigi e a Jungfraujoch. O passeio de catamarã pelo lago dura cerca de uma hora. Quem vai a mais de uma cidade avalia o Swiss Travel Pass, que aparece entre as opções de reserva.
Onde se hospedar
A cidade velha, em volta das pontes e do lago, é o lugar prático: tudo a pé, inclusive a estação. Bairros mais afastados ficam mais baratos, mas a rede de ônibus resolve. Reserve cedo para julho e agosto, por causa do festival e do verão.
Dicas práticas antes de ir
- Olhe a previsão na véspera antes de subir o Pilatus ou o Titlis: o passeio existe por causa da vista.
- A Suíça é cara. Uma excursão de montanha passa dos 150 euros, e o Jungfraujoch, dos 300.
- Para bate-volta a Berna, Grindelwald, Interlaken ou Jungfraujoch, dá para sair de Lucerna o dia todo.
- O centro é compacto: pontes, cais e estação ficam próximos o bastante para um dia a pé.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda. Lucerna tem a rara vantagem de unir cidade bonita, lago e montanha em uma base só. Dois dias dão conta do centro e de um passeio de montanha; três, se quiser subir o Pilatus e o Rigi. É cara e chove bastante, mas poucos destinos alpinos são tão fáceis de organizar.























