Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Polônia
Breslávia (Wrocław, em polonês) é a capital da Baixa Silésia, no sudoeste da Polônia, às margens do rio Oder, a cerca de 350 km de Varsóvia. É a terceira cidade mais populosa do país, com mais de 670 mil habitantes, e a capital informal da região histórica da Silésia. Não tem mar, mas tem rio, pontes e ilhas em quantidade. A cidade foi Capital Europeia da Cultura em 2016, subsede da Eurocopa de 2012 e sede dos Jogos Mundiais de 2017, e em 2019 entrou na lista da Unesco como Cidade da Literatura.
O passado é longo e mudou de mãos várias vezes: Boêmia, Polônia, Áustria, Prússia, Alemanha. O nome alemão era Breslau.
A melhor época para visitar Breslávia
Breslávia é uma das cidades mais amenas da Polônia e a mais quente entre as acompanhadas pelo instituto meteorológico do país, com média anual de cerca de 9,8 °C. Janeiro é o mês mais frio (média de -0,5 °C), com neve comum no inverno, e julho é o mais quente (média de 19,9 °C). Os verões são mornos e em geral ensolarados, mas é neles que cai a maior parte da chuva, em geral em tempestades. A máxima registrada foi 39 °C em 1994, a mínima, -30 °C em 1985. Para caminhar pelo centro sem casaco pesado, a primavera e o verão são mais confortáveis.
Como chegar a Breslávia
O aeroporto de Breslávia fica a cerca de 10 km a sudoeste do centro e é o quinto mais movimentado da Polônia, com mais de 3,5 milhões de passageiros em 2019. Tem voos diretos para Varsóvia, Amsterdã, Düsseldorf, Frankfurt, Zurique e Budapeste, entre outros. A estação Wrocław Główny é a maior estação de trem da cidade, e a cidade também tem ônibus e bonde na área urbana.
O que fazer em Breslávia
O ponto de partida é a Praça do Mercado (Rynek), onde fica o Centro de Informação Turística, no prédio nº 14. Dali é fácil ir à Ilha da Catedral (Ostrów Tumski), onde a cidade nasceu, à Ponte do Amor, à Ópera e ao Museu Nacional. O Hala Stulecia (Salão do Centenário), projetado por Max Berg e construído entre 1911 e 1913, é Patrimônio Mundial da Unesco. Entre os outros pontos citados estão o Parque Szczytnicki, com Jardim Japonês, e a Fonte Multimídia.
Os anões de bronze, espalhados pelas calçadas, paredes e postes, são um símbolo da cidade e apareceram em 2005. O Zoológico de Breslávia é o mais antigo da Polônia, de 1865, e o Panorama de Racławice, pintura circular de 15 por 114 metros sobre a batalha de 1794, veio de Lwów depois da Segunda Guerra.
Das atividades do Civitatis, o free tour pela cidade (2h30) e o free tour pelo bairro judeu (2 horas) dão a melhor base. Há também visita à Universidade com audioguia (1h15), passeio de barco (45 minutos), tour privado de carro elétrico (1h30), o pub crawl (4 horas) e a excursão de dia inteiro a Dresden (11h30). Para quem gosta de literatura, a excursão pelas paisagens das Crônicas de Nárnia (8 horas) é um passeio diferente.
Onde se hospedar
A Cidade Velha, em volta da Praça do Mercado, é o endereço mais prático, porque reúne a maior parte dos atrativos a pé.
Dicas práticas antes de ir
- Olhe para baixo e para as paredes: os anões de bronze estão espalhados pela cidade.
- A cidade recebeu mais de 6 milhões de turistas em 2024, então reserve hospedagem com antecedência em temporada alta.
- No inverno, agasalhe-se bem. Em janeiro, a média do mês é de -0,5 °C.
- O Centro de Informação Turística na Praça do Mercado é um bom ponto para mapas e passeios.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda. Breslávia é uma das cidades mais agradáveis da Polônia para andar a pé: centro compacto, rio, parques e uma história difícil de resumir. Dois dias cobrem o essencial, e um terceiro permite uma excursão. É mais fácil de gostar do que de explicar, e é um bom plano B para quem já conhece Cracóvia.






















