Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Aranjuez fica no extremo sul da Comunidade de Madri, a uns 47 km da capital, num vale largo na confluência dos rios Tejo e Jarama. Foi residência de descanso da monarquia espanhola desde que os Reis Católicos incorporaram as terras à Coroa, em 1489, e é esse passado que hoje a define: palácio real, jardins, alamedas e hortas históricas. Tudo isso, sob o nome de Paisagem Cultural de Aranjuez, é Patrimônio Mundial da Unesco desde 2001. Com quase 60 mil habitantes, é uma cidade de tamanho médio, desenhada de uma vez só, em meados do século XVIII, por ordem de Fernando VI.
A melhor época para visitar Aranjuez
O clima é mediterrâneo, de verões quentes e invernos frescos, com média anual de 14,2 °C. Chove pouco, entre 400 e 500 mm por ano, e quase tudo de outono a começo do inverno; os quatro meses de verão são secos. Para andar pelos jardins, primavera e começo do outono são as melhores janelas. Em maio, a festa de San Isidro Labrador movimenta o Real Cortijo de San Isidro, e as festas do Motim de Aranjuez recordam os fatos de 1808, com o assalto ao palácio de Godoy, a encenação do motim e uma descida pirata pelo Tejo.
Como chegar a Aranjuez
De Madri, o caminho clássico é o trem. A linha Madri-Aranjuez foi inaugurada em 1851 e foi a segunda ferrovia da península ibérica. Hoje a cidade tem serviço de Cercanías a partir da estação de Atocha e trens de média distância para Valência, Albacete e Badajoz. Existe ainda o Tren de la Fresa, um trem turístico que recria o trajeto histórico. Por estrada, a A-4 liga Madri a Cádiz e passa por aqui, e há a R-4, com pedágio.
O que fazer em Aranjuez
O Palácio Real é o centro da visita, e os jardins são o prolongamento natural do passeio.
- Palácio Real de Aranjuez: a residência real, cuja construção passou pelos reinados de Felipe II, Felipe V e Carlos III.
- Jardim do Príncipe: onde ficam o embarcadouro e o Museu das Falúas Reais, em prédio dos anos 1960.
- Jardim da Ilha e Jardim do Parterre: o Parterre foi feito entre 1728 e 1735, no modelo francês, organizado em torno de quatro fontes.
- Centro histórico: a Casa de Cavaleiros e Ofícios, a Casa dos Infantes, a igreja de San Antonio e o convento de San Pascual.
- Plaza de toros e o Museu Taurino: a praça é do século XIX, inaugurada em 1871.
- Paseos arborizados: Doce Calles, Pico Tajo, Legamarejo e El Rebollo.
Entre as atividades reservadas, há a visita guiada pelo Palácio Real e o ingresso avulso, a visita guiada ao Jardim do Príncipe, o passeio de barco e o trem turístico, além do tour dos mistérios e lendas, um free tour, passeio de balão e tour de caiaque pelo Tejo.
Onde se hospedar
O centro, desenhado em retícula a partir do palácio, concentra serviços e fica a pé dos jardins. Como a cidade fica perto de Madri, muita gente faz bate-volta, mas dormir aqui permite ver os jardins com calma de manhã e no fim da tarde.
Gastronomia
A horta ribeirinha produz morangos e aspargos, e a fama do morango deu nome ao trem turístico. O faisão também é prato tradicional. No verão, os moradores têm o costume dos gangos, jantares de piquenique às margens do Tejo: a palavra só se usa em Aranjuez.
Dicas práticas antes de ir
- Leve chapéu e água no verão: o período seco dura quatro meses.
- Reserve a visita ao palácio e ao jardim com antecedência em fins de semana de festa.
- Se for ao Motim de Aranjuez, reserve hospedagem com antecedência: a festa é de interesse turístico internacional desde 2014.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, como bate-volta de Madri ou parada no caminho para Toledo, a uns 48 km. É uma cidade bonita e fácil, com o ritmo de quem não tem pressa. Reserve um dia inteiro para o palácio e os jardins.























