Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Alburquerque fica na Extremadura, na província de Badajoz, a poucos quilômetros da fronteira com Portugal, tão perto que do alto se veem terras portuguesas. A vila tem cerca de 4.900 habitantes e está na serra de San Pedro, a 540 metros de altitude, a 45 km de Badajoz e a 100 km de Mérida. O nome vem do latim albus quercus, carvalho branco, por causa da abundância de sobreiros na região. Sobre o povoado se ergue o Castelo de Luna, e dentro das muralhas está o bairro medieval de Villa Adentro. Não tem mar nem balneário: é Espanha de fronteira, de dehesa e de castelo.
A melhor época para visitar Alburquerque
A data que mais pesa é a segunda quinzena de agosto, quando a vila recria a Idade Média no Festival Medieval Villa de Alburquerque, de Interesse Turístico Regional, com teatro, desfiles pelas ruas e torneios. É a festa mais importante da cidade e atrai milhares de visitantes. Em maio acontece a feira local dedicada ao pecuarista, com mercado de gado. Quem prefere visitar com calma pode escolher outra época; vale lembrar que os rios e arroios da região costumam secar no verão e voltam a correr com as primeiras chuvas do outono.
Como chegar a Alburquerque
Alburquerque está no noroeste da província de Badajoz, entre Valencia de Alcántara, ao norte, e a cidade de Badajoz, ao sul, a 45 km. Para explorar a serra e a fronteira, o carro é a escolha prática, já que o povoado fica no interior. Do lado português, Arronches e Campo Maior fazem divisa com o município.
O que fazer em Alburquerque
- Castelo de Luna — fortaleza do fim da Idade Média, no alto de um penhasco da serra de San Pedro, que recebe o nome de Álvaro de Luna, condestável de Castela e um de seus construtores. É uma das mais destacadas fortalezas medievais da Raya, a fronteira com Portugal.
- Villa Adentro — o bairro gótico-judaico, dentro da muralha, de ruas em ladeira e casas brancas de um só andar. Algumas têm umbrais ogivais que revelam a origem judaica dos antigos moradores, antes da expulsão de 1492.
- Muralhas e portas — o recinto tem cerca de 10 metros de altura média, com torres como a do Relógio, e as portas da Vila e de Valência, esta com duas torres cilíndricas de 13 metros.
- Igrejas — Santa María del Mercado, dos séculos XIII a XV, com o Cristo del Amparo, e a de São Mateus, entre o gótico e o renascimento.
- Pinturas rupestres do Risco de San Blas — abrigo com figuras esquemáticas da Idade do Bronze, declarado Monumento Nacional em 1942.
Na Civitatis há a visita guiada pelo Castelo de Luna e Villa Adentro, de 3 horas.
Onde se hospedar
Dentro ou perto da muralha é o melhor lugar para ficar, e tudo se faz a pé em poucas ruas. A vila é pequena e cabe bem numa visita combinada com Badajoz ou com a fronteira portuguesa.
Gastronomia
A fama é da charcutaria do porco ibérico: presunto, pestorejo, lomo al ajillo, além de costeletas de cordeiro e chanfaina. Nas lojas de doces, vale levar perrunillas, magdalenas e as empanadas e bolos de Páscoa. Alguns restaurantes servem produtos de época, como aspargos silvestres e criadillas de tierra, e carne de caça.
Dicas práticas antes de ir
- No festival de agosto, reserve hospedagem com antecedência: a vila recebe milhares de visitantes.
- Vá calçado para subir a ladeira até o castelo.
- Combine a visita com a fronteira portuguesa, muito próxima.
- Se tiver carro, o Santuário de Nossa Senhora de Carrión, a uns 7 km, fica à beira do rio Gévora.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para quem gosta de castelos, história de fronteira e comida de porco ibérico, e de preferência com carro. Dá para ver o essencial em meio dia, e o festival medieval de agosto é o melhor argumento para dormir uma noite. Quem espera praia ou grandes monumentos deve olhar para outro lado.














