Antes de ir: documentos, seguro e chip para o Chile
Futaleufú é uma cidade e comuna da província de Palena, na região de Los Lagos, no sul do Chile, na Patagônia do norte. Fica na confluência dos vales dos rios Espolón e Futaleufú, a cerca de 10 km da fronteira argentina, e tem pouco mais de 2.600 habitantes na comuna inteira. O nome vem do mapudungun e quer dizer "rio grande". Fica no interior, entre a cordilheira e o lado argentino, longe do mar.
A vila foi fundada oficialmente em 9 de abril de 1929, e durante as primeiras décadas era abastecida pela cidade argentina de Trevelín. Desde 2009, depois da erupção do vulcão Chaitén, é a capital administrativa da província de Palena. Muita gente ainda conhece a cidade por um apelido, "Futa".
A melhor época para visitar Futaleufú
O verão é a temporada de rio. O clima é oceânico, com verão mais seco e ameno (média de 16,8 °C em janeiro) e inverno frio e úmido (média de 3,6 °C em julho). Chove muito: cerca de 2.080 mm por ano, e de junho a agosto caem de 253 a 301 mm por mês. Fevereiro é o mês mais seco. No inverno as máximas não passam de 5 °C, as mínimas chegam a -10 °C e pode nevar. Para rafting e caiaque, o verão é a escolha, e janeiro e fevereiro são o auge. Todos os anos, nessa época, a cidade promove o Futafest, festival do rio.
Como chegar a Futaleufú
Há só um aeródromo local, sem voos comerciais. A rota mais fácil costuma ser pela Argentina, a partir dos aeroportos de Esquel ou de Bariloche, e cruzar a fronteira por estrada de cascalho via Trevelín. Do lado chileno, dá para chegar pelo aeroporto de Chaitén, ou por balsas saindo de Puerto Montt, a maior cidade chilena próxima. Uma estrada de cascalho liga a cidade à Carretera Austral.
O que fazer em Futaleufú
O grande atrativo é o rio Futaleufú, de águas azul-turquesa, considerado um dos melhores do mundo para rafting e caiaque. As corredeiras ficam do lado chileno e vão da classe II à V+. O trecho superior, com 22 km, tem seis corredeiras de classe V e o "Wild Mile", de classe IV. O trecho médio tem a Terminator, classe V+, que muitos consideram a corredeira mais técnica do rio. É um rio sério, que pede guia experiente. A primeira descida de caiaque foi em janeiro de 1985 e a primeira descida de bote completa só aconteceu em 1991.
O Civitatis lista uma única atividade aqui: o curso de caiaque no rio Espolón (5 horas), um afluente do Futaleufú. Por ser um afluente, ele é uma porta de entrada mais branda que o trecho principal do Futaleufú. O rio também atrai quem pesca com mosca, e a região tem trilhas, mountain bike e canyoning. Lagos como o Espolón e o Lonconao fazem parte da paisagem.
Onde se hospedar
A cidade é pequena, com cerca de 2 mil habitantes, e cresce um pouco na temporada de rafting e caiaque. O caminho é reservar pela operadora de rio que você escolher, com antecedência para janeiro e fevereiro.
Dicas práticas antes de ir
- Escolha o trecho do rio pelo seu nível. Os superiores são classe V e não servem para iniciantes.
- Planeje o acesso pela Argentina ou por Chaitén antes de comprar passagem.
- Leve agasalho mesmo no verão. A cidade é fresca e o rio é frio.
- Vá preparado para imprevistos de clima. A chuva é forte e muito variável de um ano para outro.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, para quem tem tempo e gosta de rio. Futaleufú exige deslocamento longo, clima instável e um orçamento para operadoras. Se você quer rafting de verdade, poucos lugares no mundo se comparam. Se quer passeio leve e fácil de chegar, olhe Bariloche ou outro destino patagônico.














