Antes de ir: documentos, seguro e chip para o México
Chihuahua é a capital do estado de Chihuahua, no norte do México, e tem cerca de 925 mil habitantes, a 11ª mais populosa do país. Fica num vale do deserto chihuahuense, a uns 1.400 metros de altitude, cercada por serras baixas. Não tem mar nem praia. O que tem é uma catedral barroca, mansões do início do século XX e, principalmente, o ponto de partida do trem Chepe, que atravessa a Sierra Tarahumara até Los Mochis.
A melhor época para visitar Chihuahua
O clima é seco e de contrastes fortes. Junho é o mês mais quente, com médias de 35 °C durante o dia. De julho a setembro vem a estação das chuvas, com tempestades no fim da tarde, e a precipitação anual fica perto de 400 mm. O inverno é frio de verdade: geadas frequentes, noites abaixo de zero em janeiro e, às vezes, neve. Para andar a pé pelo centro, outubro e a primavera (abril e maio) são os meses mais confortáveis. Em março e abril, atenção ao vento forte e às tempestades de poeira.
Como chegar a Chihuahua
A cidade tem o Aeroporto Internacional General Roberto Fierro Villalobos (CUU), com voos para a Cidade do México, Monterrey e outras cidades mexicanas, além de algumas rotas para os Estados Unidos. Do Brasil, a conexão costuma ser pela capital mexicana. Quem prefere o trilho pode chegar pelo Chepe, o trem Chihuahua ao Pacífico, que liga a cidade a Los Mochis, em Sinaloa.
O que fazer em Chihuahua
O centro histórico é em boa parte de pedestres, então dá para cobrir a pé o essencial num dia.
- Catedral de Chihuahua — uma das mais representativas do barroco mexicano, com altar principal em mármore de Carrara e um museu de arte sacra no subsolo.
- Quinta Gameros — casarão de Art Nouveau que hoje é museu universitário. Fica no Paseo Bolívar, rua de mansões do auge econômico da cidade no início do século XX.
- Museu da Revolução Mexicana — instalado na casa onde viveu Pancho Villa. Tem armas, fotos e documentos da época.
- Fontes dançantes e Plaza Mayor — o espetáculo de água e luz é gratuito, e a torre ao lado serve de mirante.
- Grutas Nombre de Dios e Parque Nacional Cumbres de Majalca — estalactites ao norte da cidade e, a uns 2.300 metros, bosques de pinheiros e carvalhos que ficam cobertos de neve no inverno.
Para sair da cidade, a Civitatis lista um tour noturno por Chihuahua, a excursão ao Parque Nacional Cascata de Basaseachi e o tour de 3 dias a Creel e Barrancas del Cobre no trem Chepe. Há ainda uma excursão às ruínas de Paquimé e à aldeia de Mata Ortiz, e outra aos campos menonitas de Cuauhtémoc.
Onde se hospedar
O centro histórico é a escolha mais prática: catedral, praças e museus ficam a poucas quadras uns dos outros. A região do Paseo Bolívar, logo ao sul, é mais tranquila e cheia de casarões.
Gastronomia
A cozinha é a do norte do México: carne seca, tortilhas de farinha, chile con queso, discada e quesadillas feitas com queijo menonita. A bebida tradicional do estado é o sotol, mais típico da região do que o tesgüino dos tarahumaras.
Dicas práticas antes de ir
- Leve agasalho de verdade se for entre novembro e fevereiro, inclusive para as noites.
- Em junho, proteção solar e água à mão; a cidade passa dos 35 °C com facilidade.
- Se a ideia é fazer o Chepe, reserve o trem com antecedência e conte ao menos uma noite extra na cidade.
- Para Majalca, Basaseachi e as grutas, o mais simples é ir de carro ou numa excursão.
O Visite o Mundo recomenda?
Como destino em si, Chihuahua rende um ou dois dias, e é uma cidade de trabalho mais do que de turismo. Vale como base para o Chepe e para a Sierra Tarahumara, aí sim o motivo da viagem. Quem só quer praia ou pirâmides no Caribe mexicano deve olhar para outro lado do mapa.























