Antes de ir: documentos, seguro e chip para o Canadá
Quebec é a capital da província de mesmo nome, no leste do Canadá, na margem norte do rio São Lourenço. Foi fundada em 1608 por Samuel de Champlain e é uma das povoações europeias mais antigas da América do Norte. O nome vem de uma palavra algonquina que quer dizer "passagem estreita", porque nesse trecho o rio mede só 800 metros de largura. A cidade passa de 500 mil habitantes, e a maioria tem o francês como língua materna. O centro antigo é o motivo principal da viagem.
Melhor época para ir a Quebec
O verão é morno e úmido, com máximas entre 22 e 25 °C e mínimas entre 11 e 13 °C. Algum dia mais quente aparece, e a umidade faz o calor parecer maior do que o termômetro marca. O inverno é frio, ventoso e nevado: as máximas ficam entre -5 e -8 °C, as mínimas entre -13 e -18 °C, e caem cerca de 3 metros de neve por ano. O chão costuma ficar coberto do fim de novembro até meados de abril. Primavera e outono são curtos, de fresco a ameno.
Para andar pela cidade velha sem casaco pesado, o verão é a escolha mais fácil. Quem quer ver tudo branco vai no inverno, época do Carnaval de Inverno de Quebec, que atrai visitantes de dentro e de fora do Canadá. Vale conferir as datas antes de reservar.
Como chegar a Quebec
A cidade tem aeroporto internacional, o Jean Lesage. De Montreal são cerca de 250 quilômetros por rodovia, e há terminais ferroviários de passageiros. Do outro lado do rio fica Lévis, ligada a Quebec por duas pontes e por uma balsa.
No centro histórico as ruas são estreitas, e algumas só aceitam pedestres. A parte antiga se conhece a pé.
O que fazer em Quebec
A maioria das atrações está no Vieux-Québec, o bairro histórico declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1985. As muralhas que o cercam são as únicas muralhas antigas de cidade ainda de pé nas Américas ao norte do México. O bairro se divide em Cidade Alta e Cidade Baixa, separadas por uma encosta íngreme e ligadas por escadarias e por um funicular.
- O Château Frontenac domina o horizonte do alto do Cap-Diamant. É um hotel em estilo de castelo francês, projetado por Bruce Price para a ferrovia Canadian Pacific. Ao lado fica a Terrasse Dufferin, um calçadão na beira do penhasco com vista para o rio.
- A Citadelle é a peça central das muralhas, que na forma atual foram erguidas entre 1820 e 1831. Segue em uso como instalação das Forças Armadas canadenses.
- As Planícies de Abraão, no Parc des Champs-de-Bataille, foram o cenário da batalha de 1759 em que os britânicos tomaram a cidade dos franceses. Hoje o parque tem vista para o rio, canhões históricos e torres Martello.
- A Rue du Petit-Champlain, na parte baixa, é cheia de lojinhas. Perto fica a Place Royale, onde Champlain fundou a cidade, com a igreja de Notre-Dame-des-Victoires.
- A catedral-basílica de Notre-Dame de Québec foi a primeira igreja do Novo Mundo elevada a basílica. O Convento das Ursulinas, de 1639, e a Catedral Anglicana da Santíssima Trindade, de 1804, também ficam no centro.
Entre os museus, o Musée national des beaux-arts du Québec é o maior da província, e o Musée de la Civilisation fica perto do rio. Fora do centro, as Cataratas de Montmorency têm 85 metros de queda, e a Basílica de Sainte-Anne-de-Beaupré fica na localidade vizinha de mesmo nome.
Entre os passeios que dá para reservar há uma visita guiada de 2 horas pela cidade, um passeio de barco de 1h30 e um tour de bicicleta elétrica pela Île d'Orléans.
Onde se hospedar em Quebec
Como quase tudo fica no Vieux-Québec, dormir por ali deixa boa parte do roteiro a poucos passos. Outra referência é a Grande-Allée, uma avenida arborizada com muitas lojas e restaurantes.























