Yulara fica no sul do Território do Norte, na Austrália, no meio do deserto, a 18 km por estrada de Uluru e a 55 km de Kata Tjuta, os dois marcos do Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta, Patrimônio Mundial. Não é uma cidade no sentido comum: em 2016 tinha 1.099 moradores permanentes, e a maioria trabalha no resort ou em empresas de turismo. O lugar foi criado em 1976 para tirar da base de Uluru os hotéis e motéis que prejudicavam o ambiente. Quando as novas instalações ficaram prontas, no fim de 1984, os arrendamentos antigos foram encerrados e a área do monólito foi recuperada pelo serviço de parques.
Melhor época para ir a Yulara
O clima é desértico, com verões longos e quentes, invernos curtos e frescos e chuva escassa o ano todo. Em algumas manhãs de inverno pode haver geada. Quem pretende caminhar bastante ao ar livre deve levar em conta esses verões longos e quentes.
Como chegar a Yulara
O aeroporto de Ayers Rock, também chamado de Connellan, fica a cerca de 6 km ao norte de Yulara. Há voos a partir de Sydney, Melbourne, Alice Springs, Cairns, Adelaide, Brisbane e Darwin, e eles levam menos tempo que as cinco horas de carro desde Alice Springs, a cidade grande mais próxima, a 428 km a nordeste. A Lasseter Highway é a rodovia principal e segue para leste até encontrar a Stuart Highway. A Great Central Road sai rumo ao oeste e ao sudoeste, em direção à Austrália Ocidental, e em geral só serve para 4x4 de chassi alto. Para viajar a oeste de Kata Tjuta, é preciso uma autorização de trânsito dos Conselhos de Terras Aborígenes.
O que fazer em Yulara
Quase tudo gira em torno do parque. Uluru é um monólito de arenito com 348 metros de altura e 9,4 km de perímetro. A cor avermelhada vem do óxido de ferro no arenito, e a pedra parece brilhar ao amanhecer e ao pôr do sol. Para os Anangu, os povos aborígenes da região, a rocha é sagrada. A propriedade foi devolvida a eles em 1985, e o parque é arrendado de volta ao serviço de parques por 99 anos. Em volta de Uluru há fontes, poços de água, cavernas e pinturas antigas. Os Anangu pedem que os visitantes não fotografem certos trechos da rocha, ligados a rituais tradicionais, e desde outubro de 2019 a subida ao topo é proibida.
Kata Tjuta, também chamada de The Olgas, reúne 36 domos de conglomerado numa área de 21,68 km². O ponto mais alto, o Monte Olga, chega a 1.066 metros acima do nível do mar, uns 546 metros acima da planície. Uluru fica a cerca de 25 km a leste. Duas trilhas entram entre os domos: a do Vale dos Ventos, de 7,4 km e 3 a 4 horas, e a da garganta de Walpa, de 2,6 km e 1 a 2 horas. A entrada no parque é paga.
Para ver o parque com a luz do amanhecer e do fim da tarde, há a excursão ao Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta ao amanhecer, de 5 horas, e a do entardecer, também de 5 horas. Existe ainda a excursão a Kata Tjuta e ao Vale dos Ventos, de 5h30, e a trilha pelo Uluru, de 6h30. Há áreas de observação com acesso por estrada e estacionamento, feitas para ver o monólito e os domos ao amanhecer e ao crepúsculo.
Onde se hospedar
Yulara foi criada justamente para concentrar a hospedagem fora do parque, e o resort da cidade, projetado pelo escritório Philip Cox & Associates, ganhou um prêmio de arquitetura em 1985. Alice Springs, a cidade grande mais próxima, fica a 428 km, então reserve com muita antecedência.



















