Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Romênia
Bucareste é a capital e a maior cidade da Romênia, no sudeste do país, na região histórica da Muntênia (Valáquia), às margens do rio Dâmbovița. O município tem cerca de 1,9 milhão de habitantes (censo de 2011) e a área urbana passa dos 2 milhões. A primeira menção escrita à cidade é de 1459. Na década de 1980, um programa de "sistematização" do ditador Nicolae Ceaușescu demoliu boa parte do centro histórico. O resultado é uma cidade de camadas mal encaixadas: neoclássico, art déco, bloco comunista e vidro novo na mesma quadra.
A melhor época para visitar Bucareste
O clima é continental úmido, com verões quentes e invernos frios. Em julho e agosto a média é de 23 °C, mas o centro costuma chegar a 35 ou 40 °C no pico do verão, e podem vir tempestades fortes. No inverno é comum a temperatura ficar abaixo de zero, com vento. Primavera e outono, com máximas entre 17 e 22 °C durante o dia, são a escolha mais confortável para caminhar. A maioria dos festivais culturais cai entre junho e agosto, e a ópera nacional organiza um festival internacional em maio e junho.
Como chegar a Bucareste
A cidade tem dois aeroportos internacionais. O Henri Coandă, o mais movimentado da Romênia, fica a 16 km ao norte do centro, em Otopeni. O Aurel Vlaicu (Băneasa), a 8 km ao norte, atende voos executivos. Bucareste também é o centro da rede ferroviária romena: a principal estação é a Gara de Nord, com ligações para as principais cidades do país e para destinos como Belgrado, Sófia e Viena. Dentro da cidade, o metrô e a rede de ônibus, bondes e trólebus (RATB) cobrem a maior parte do trajeto.
O que fazer em Bucareste
- Palácio do Parlamento: obra da década de 1980 e o maior edifício civil administrativo do mundo. Abriga as duas câmaras legislativas, o Museu Nacional de Arte Contemporânea e um grande centro de convenções.
- Lipscani: a área com os edifícios medievais e renascentistas que sobreviveram. Foi declarada zona protegida em 2005 e fechada ao trânsito de carros, e concentra bares e restaurantes.
- Ateneu Romeno, símbolo da cultura romena, e o Arco do Triunfo, na forma atual desde 1936.
- Parque Herăstrău, com o Museu da Aldeia (Dimitrie Gusti), que reúne 272 construções e quintas autênticas, e o jardim Cișmigiu, no centro, com um pequeno lago.
Nas atividades do Civitatis há a visita guiada ao Parlamento (1 hora), três free tours (o geral, o noturno e o da Bucareste comunista), o ingresso do Museu do Comunismo e excursões de um dia aos castelos de Bran e Peles. Para o Parlamento, reserve com antecedência.
Onde se hospedar
O centro, perto da Praça da Universidade, é o ponto de partida mais prático, e o entorno de Lipscani concentra a vida noturna. A noite na cidade, aliás, é espalhada, com mais concentração em Lipscani e Regie. Quem chega de trem pode ficar perto da Gara de Nord, a estação principal.
Dicas práticas antes de ir
- Leve sapatos confortáveis: o Palácio do Parlamento e o Lipscani ficam em áreas diferentes, e o metrô ajuda a ligar os dois.
- No verão, evite as horas mais quentes do meio do dia e leve água.
- Se a ideia é Bran e Peles, reserve um dia inteiro; a excursão do Civitatis leva 12 horas.
- Em 2016, o World Monuments Fund classificou o centro histórico como "em perigo"; não espere uma cidade restaurada por inteiro.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, sem empolgação e com curiosidade. Bucareste não é bonita de forma uniforme, e esse é exatamente o interesse: a convivência da "Pequena Paris do Oriente" do entreguerras com o gigantismo comunista. Dois ou três dias bastam. Bran e Peles, os castelos mais procurados da região, entram em excursão de um dia.















