Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Itália
Amalfi fica na Campânia, na província de Salerno, no golfo de Salerno, na foz de uma ravina funda e aos pés do monte Cerreto, de 1.315 metros, entre penhascos e costa recortada. A cidade tem pouco mais de 4 mil habitantes e ocupa apenas 6 km². Hoje é pequena, mas foi capital do Ducado de Amalfi, uma potência comercial do Mediterrâneo entre 839 e cerca de 1200. Amalfi está incluída entre os Patrimônios Mundiais da UNESCO e faz parte da rede Cittaslow.
A melhor época para visitar Amalfi
A cidade virou balneário na época eduardiana, quando a aristocracia britânica passava o inverno ali. Hoje o calendário é outro. Os limoeiros dos terraços aparecem de fevereiro a outubro, e as festas de Santo André acontecem de 25 a 27 de junho e em 30 de novembro. A Regata Histórica, disputa de remo entre as repúblicas marítimas de Amalfi, Gênova, Pisa e Veneza, cai no primeiro domingo de junho, mas passa por Amalfi só a cada quatro anos. Em 31 de agosto há o Réveillon Bizantino, que celebra o ano-novo do antigo calendário do Império Bizantino.
Como chegar a Amalfi
De carro, a cidade se alcança pela SS163 Amalfitana, pela SR366 e pela SP252. O porto tem ligações de passageiros com Capri, Positano, Maiori, Minori, Cetara e Salerno. O aeroporto mais próximo é o de Salerno-Pontecagnano, a 45 km, e há também o de Nápoles.
O que fazer em Amalfi
O coração da cidade é a Piazza Duomo, com a Catedral de Santo André no alto de uma escadaria. A fachada é de estilo bizantino, e o interior, em barroco tardio, tem nave e duas naves laterais divididas por 20 colunas. Outra peça é o Claustro do Paraíso, de 1266 a 1268, em estilo árabe com colunas romanas, que servia de mausoléu para as famílias nobres. As relíquias do santo chegaram de Constantinopla em 1206, trazidas pelo cardeal amalfitano Pietro Capuano.
O Museu do Papel fica numa antiga fábrica da família Milano, no vale dos moinhos, e guarda as máquinas de fabricar papel à mão, restauradas e funcionando. Amalfi foi um dos primeiros centros de produção de papel da Europa, técnica aprendida com os árabes. Os Arsenais da República reúnem restos arquitetônicos, barcos de remo da regata e o Museu da Bússola; em Amalfi nasceu, segundo a tradição, Flavio Gioia, que teria levado a bússola à Europa.
Entre as atividades que se reservam, há a excursão a Capri e às Grutas Azul e Verde, a excursão a Pompeia e Herculano e a excursão a Pompeia e ao Vesúvio. Também existem a trilha pelo vale de Ferriere (5 horas), o passeio de barco privado pela Costa Amalfitana e o tour privado de Fiat 500, que são opções mais caras.
Onde se hospedar
O centro, em torno da Piazza Duomo e do porto, é o melhor ponto para quem depende de barco e de ônibus. Quem quer mais sossego pode ficar nos povoados vizinhos, como Atrani, Conca dei Marini e Furore, que fazem divisa com a cidade.
Gastronomia
A costa é famosa pelo limoncello. O limão usado é o sfusato amalfitano, comprido, com casca grossa e enrugada e polpa doce e suculenta, cultivado em terraços. Outro produto local é o papel grosso feito à mão, o bambagina, usado em convites de casamento.
Dicas práticas antes de ir
- O barco é opção para ir a Positano, Capri e Salerno sem depender da estrada.
- Se quiser ver a Regata Histórica em Amalfi, confira o ano: ela só passa por lá a cada quatro.
- Leve calçado confortável: há escadarias para a catedral e ruas em ladeira.
- Combine a cidade com um dia de barco para Capri, e deixe Pompeia para outro dia.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda. A cidade é pequena e concentra o que a Costa Amalfitana tem de melhor: história marítima de verdade, catedral, limões e mar. Dá para ver o essencial em meio dia, mas vale dormir para sentir a cidade sem os grupos de passeio. Quem tem pouco tempo fica bem servido com Amalfi e um dia de barco.






















