Antes de ir: documentos, seguro e chip para a França
Aix-les-Bains fica na Saboia, no sudeste da França, entre o monte Revard, primeira muralha natural do maciço dos Bauges, e o lago do Bourget, o maior lago natural de origem glacial do país. A cerca de 10 km de Chambéry e a menos de 30 km de Annecy, a cidade tem pouco mais de 30 mil habitantes, é a segunda mais populosa do departamento e nasceu das águas quentes. Foi estação de veraneio da Belle Époque para famílias principescas e ricas, e hoje é uma das principais cidades termais da França. O porto de lazer da cidade é o maior de água doce do país.
Melhor época para ir
O clima é temperado, de verão fresco e sem estação seca. A média anual fica perto de 12 °C, com cerca de 1.200 mm de chuva por ano. Já houve mínima de -19 °C em janeiro de 1985 e máxima de 40,5 °C em agosto de 2023, nos registros da estação mais próxima. Em meados de julho, o festival Musilac ocupa a esplanada do Lago por três ou quatro dias e já reuniu até 30 mil pessoas por noite.
Como chegar
A estação de Aix-les-Bains-Le Revard tem TGV, e a viagem de Paris leva cerca de três horas. A cidade também é ligada por trem a Chambéry, Annecy e Culoz. O aeroporto de Chambéry-Savoie fica ao sul, em Voglans, a poucas dezenas de metros da margem do lago, com voos da Grã-Bretanha, da Dinamarca e da Suécia, e muitas linhas de inverno por causa das estações de esqui. Lyon está a 83 km em linha reta, e Genebra, a 60 km. Pela estrada, a A41 passa a leste da cidade, com duas saídas, e dá acesso direto a Annecy.
O que fazer em Aix-les-Bains
O centro conta duas histórias: a romana e a da Belle Époque.
- Termas nacionais. Os romanos construíram ali termas com banho quente, morno e frio, e os vestígios continuam visíveis dentro dos Thermes Nationaux. O rei Henrique IV tomou banho na única piscina romana ainda acessível em 1600, e em 1783 o rei Vítor Amadeu III financiou o primeiro estabelecimento moderno.
- Arco de Campanus. Arco funerário romano de mais de 9 metros de altura, feito de pedras ajustadas sem argamassa.
- Casino Grand Cercle. Obra de 1847, inaugurada por Vítor Emanuel II em 1850, é um símbolo da Belle Époque e tem teatro, restaurantes e salas de reunião.
- Igreja de Notre-Dame-des-Eaux. De 1899, em estilo romano-bizantino, com vitrais de Lucien Bégule.
- Museu Faure. Fundado em 1949 numa villa de estilo genovês, tem telas de Corot, Cézanne, Sisley, Pissarro e Degas, entre outros.
Ao redor, os palácios da Belle Époque, como o Splendide, o Royal e o Mirabeau, hoje em boa parte transformados em residências, mantêm as fachadas e as entradas com marquises de ferro forjado. O parque das termas de Marlioz ocupa dez hectares. A cidade é a porta de entrada do parque natural regional do maciço dos Bauges, e a orla do lago do Bourget abriga o porto de lazer.
Na mesa, a cozinha é savoiarda: fondue, tartiflette, crozets e diots. Como o lago e os rios fornecem peixe, truta, ombre-chevalier e lavaret aparecem em muitos pratos, e o gâteau de Savoie é a sobremesa de sempre.
Onde se hospedar
A cidade se estende no sentido norte-sul, entre o monte Revard e o lago. Quem quer caminhar entre as termas, o casino e a igreja deve ficar no centro, e quem prefere acordar perto da água pode escolher a orla do lago. A estação fica a oeste do centro, o que ajuda quem chega de trem.



















