Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Alemanha
Worms fica na Renânia-Palatinado, no sudoeste da Alemanha, na margem esquerda do Reno, entre Mogúncia ao norte e Ludwigshafen ao sul. Tem cerca de 85 mil habitantes e uma das histórias mais longas do país: nasceu como Borbetomagus, um povoado celta, foi capital do reino dos burgúndios no início do século V e disputa com Trier e Colônia o título de cidade mais antiga da Alemanha. Nas lendas medievais é a cidade do Canto dos Nibelungos. Em 1521, o Reichstag de Worms declarou Martinho Lutero herege depois que ele se recusou a se retratar, um dos episódios que decidiram a Reforma. É uma cidade industrial, de química e metalurgia, também conhecida pelo vinho Liebfraumilch, mas o que se visita está no centro histórico.
A melhor época para visitar Worms
A cidade fica na planície do Alto Reno, entre a transição do clima marítimo para o continental, e é uma das regiões mais quentes e secas da Alemanha. A temperatura média anual foi de 10,3 °C no período de 1951 a 1980, o mês mais quente é julho, com máximas de 24 °C, o mais frio é janeiro, com média de 3 °C, e a chuva média de 608 mm cai sobretudo de maio a julho. Há a Nibelungenfestspiele, teatro ao ar livre diante da catedral, realizado desde 2002, e a Backfischfest, a maior festa de vinho e popular às margens do Reno, com desfile e fogos. Para andar a pé pelo centro, da primavera ao início do outono costuma ser mais confortável.
Como chegar a Worms
O aeroporto de Frankfurt fica a 64 km ao nordeste, a cerca de 42 minutos de carro ou 57 minutos de trem InterCityExpress. A estação Worms Hauptbahnhof fica na linha da margem esquerda do Reno, entre Mogúncia, Ludwigshafen e Mannheim. Quase todos os trens de longa distância passam sem parar, então o mais comum é vir pelos trens regionais. Os aglomerados de Rhein-Main, ao norte, e Rhein-Neckar, ao sul, ficam ao alcance, e Heidelberg e Mannheim estão entre as cidades vizinhas.
O que fazer em Worms
- Entrar na Catedral de São Pedro, românica, dos séculos XII e XIII, uma das catedrais imperiais e um dos melhores exemplos do românico alemão. Foi restaurada entre 1886 e 1935.
- Percorrer o bairro judaico, inscrito pela Unesco em 2021 junto com Speyer e Mogúncia (sítios ShUM): o Cemitério Heiliger Sand, o mais antigo da Europa, de 1076, a sinagoga, citada desde 1034, e a Casa de Rashi, com o Museu Judaico.
- Ver o Monumento a Lutero, de 1868, e a Liebfrauenkirche, do século XV.
- Visitar o Museu dos Nibelungos, multimídia, aberto em 2001.
- Caminhar pelos trechos da muralha medieval, conhecer a igreja de São Martinho, basílica românica, e a de São Magnus, a menor de Worms.
- Passar pelo Museu da Cidade, instalado na igreja de Santo André.
- Se estiver na época, ir às festas de vinho nos bairros de Herrnsheim e Pfeddersheim.
Onde se hospedar
O centro histórico, perto da catedral e do bairro judaico, é a melhor base para quem vai a pé. A cidade é pequena e cabe em um dia. Quem prefere dormir perto de outras cidades do Reno pode ficar em Mannheim, Mogúncia ou Ludwigshafen e vir de trem regional.
Gastronomia
Worms é a origem do Liebfraumilch, vinho branco. Nos bairros, as festas do vinho acontecem no jardim do palácio de Herrnsheim e dentro das muralhas medievais de Pfeddersheim.
Dicas práticas antes de ir
- Combine o bairro judaico e a catedral no mesmo dia, porque ficam perto.
- Confira horários da sinagoga e da Casa de Rashi antes de ir.
- Dias de teatro ao ar livre e de festa concentram a cidade. Confira o calendário do ano.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como parada de um dia para quem gosta de história da Reforma e do judaísmo medieval, ou para quem passa de Frankfurt a Heidelberg. Boa parte da cidade foi destruída nos bombardeios de 1945, então não espere um centro intacto. Catedral e cemitério judaico justificam a parada.













