Lombok é uma ilha da Indonésia, na província de Nusa Tenggara Ocidental, espremida entre Bali, a oeste, e Sumbawa, a leste. A capital e maior cidade é Mataram. A ilha é mais ou menos redonda, com uns 70 km de diâmetro, e é dominada pelo Rinjani, um vulcão ativo de 3.726 m, o segundo mais alto do país. Ao redor ficam as ilhas Gili, e as mais procuradas, ao largo da costa noroeste, são Trawangan, Meno e Air. Ela lembra Bali no tamanho e na densidade, mas a maioria da população é muçulmana, sasak, e a paisagem mistura mesquitas, vulcão e praias quase desertas.
A melhor época para visitar Lombok
A Indonésia tem clima tropical, com temporadas de monções, chuvas e seca, e temperaturas que variam pouco ao longo do ano, com umidade alta. Em Lombok, isso quer dizer calor o ano inteiro e uma época seca e uma chuvosa. Como a ilha reúne várias zonas climáticas, o tempo muda entre o litoral e as montanhas do Rinjani. Antes de fechar datas, confira a previsão do período e leve em conta que as travessias de barco para as Gili dependem do mar.
Como chegar a Lombok
O Aeroporto Internacional de Lombok, no centro-sul da ilha, substituiu em 2011 o de Selaparang, perto de Mataram. Os voos de Bali levam cerca de 40 minutos. Por mar, o porto de Lembar tem ferries para Bali, e há barcos rápidos saindo de Bali que atendem principalmente as ilhas Gili. O porto de Labuhan Lombok, no nordeste, liga a ilha a Sumbawa.
O que fazer em Lombok
A ilha se divide em pedaços bem diferentes. O oeste é a área mais desenvolvida para turismo, com Senggigi e a faixa de costa até Tanjung, no sopé do Rinjani. O sul tem Kuta, que nada tem a ver com a Kuta de Bali, famosa pelas praias de areia branca quase desertas e boas para surfe. O sudoeste, em Sekotong, é procurado para mergulho.
- Ilhas Gili: Trawangan, Meno e Air, acessíveis de barco a partir de vários pontos da costa e de Bali. Há excursões privadas de um dia e de snorkel.
- Pink Beach: destino de excursão privada, famosa pela areia rosada.
- Cachoeiras Sendang Gile e Tiu Kelep: excursão privada a partir da ilha.
- Povoados sasak: a rota cultural mostra a vida do povo sasak, que é cerca de 85% da população da ilha, em maioria muçulmana.
- Monte Rinjani: o vulcão e o lago Segara Anak fazem parte do Parque Nacional de Gunung Rinjani, criado em 1997.
- Rafting no rio Jangkok e tour pelo lado ocidental da ilha, para quem tem um dia livre.
Em fevereiro ou março acontece o Bau Nyale, festa tradicional em que se colhe o verme marinho nyale, ligado à lenda da princesa Mandalika.
Onde se hospedar
Senggigi, na costa oeste, é a base mais desenvolvida para turismo. Para um ritmo mais mochileiro, as Gili e Kuta têm bangalôs simples desde os anos 1980. No norte, em torno de Tanjung, há hotéis e villas mais sofisticados, e a marina de Medana Bay. Para mergulho, Sekotong, no sudoeste, é a área indicada.
Dicas práticas antes de ir
- O sismo de agosto de 2018 causou danos graves no norte da ilha; confira o estado atual da região antes de reservar.
- Do aeroporto, leve em conta a estrada: Senggigi fica a uma hora e meia de carro, e o porto de Teluk Nara, para as Gili, a cerca de duas horas.
- Kuta, no sul, fica a uns 30 minutos do aeroporto.
- Para as Gili, confirme de onde sai o barco; o ponto de embarque muda conforme o operador.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para quem quer praia, vulcão e cultura sem a multidão de Bali. Em três ou quatro noites dá para combinar Gili, Kuta e uma cachoeira, mas a subida ao Rinjani pede mais dias. Como a ilha é grande e os deslocamentos são longos, escolha duas bases em vez de tentar ver tudo.























