Yogyakarta (também grafada Joguejacarta ou Jogja) fica na ilha de Java, na Indonésia, e é capital de uma região especial com o mesmo nome. A cidade tem quase 390 mil habitantes e fama de "cidade dos estudantes", além de ser um centro de artes tradicionais javanesas: batique, dança, teatro de marionetes, música e poesia. Para o viajante, serve sobretudo de base para dois templos gigantes, Borobudur (budista) e Prambanan (hindu), construídos na planície ao redor do vulcão Merapi.
A melhor época para visitar Yogyakarta
O clima é tropical com estação seca, influenciado pela monção. A temperatura média fica entre 26 e 27 °C o ano todo. Janeiro é o mês mais chuvoso, com média de 392 mm, e agosto é o mais seco, com menos de 60 mm. Julho e agosto são também os meses mais frescos, com mínimas médias de 20,6 °C; outubro é o mais quente, com máximas médias de 31,4 °C. Na prática, a melhor janela para templos e vulcão é a estação seca, em torno de julho e agosto, e quem vem em janeiro deve contar com chuva forte.
Como chegar a Yogyakarta
A cidade tem aeroporto com voos regulares para Jacarta, Bali e outras cidades indonésias, além de ligações com Singapura e Kuala Lumpur. Do Brasil, a viagem exige conexões, então o mais comum é montar o trecho final por Jacarta ou por um destino do sudeste asiático. Por terra, Yogyakarta está numa das duas principais linhas ferroviárias de Java, que liga Jacarta e Bandung a Surabaia, com duas estações no centro: Tugu e Lempuyangan. Dentro da cidade, há ônibus urbanos, o Trans Jogja, táxis, charretes (andongs) e riquixás (becaks). A moto é o veículo mais usado.
O que fazer em Yogyakarta
A cidade se abre a partir do Kraton, o palácio do sultão, cercado por bairro residencial. Ali perto fica o Taman Sari, antigo jardim de 1758, hoje em boa parte arruinado. Ao norte fica o centro moderno, com edifícios da era colonial holandesa, e a Jalan Malioboro, principal avenida de comércio para turistas. O mercado Beringharjo é o mais famoso para comprar batique. O Museu do Forte Vredeburg funciona num antigo forte holandês.
O grande motivo da viagem, porém, são os templos. Prambanan, um complexo hindu Patrimônio Mundial, fica a 17 km a nordeste. Borobudur está na mesma região e costuma ser visitado no mesmo passeio.
- Tour privado por Yogyakarta e pelos templos de Prambanan e Borobudur, de 10h30, com nota 4,9 em 13 avaliações.
- Excursão privada a Punthuk Setumbu ao amanhecer, seguida dos templos de Prambanan e Borobudur.
- Cave tubing na caverna Pindul com a cachoeira Sri Gethuk, e espeleologia na gruta Jomblang, para quem prefere aventura.
- Excursão privada ao vulcão Merapi, o mais ativo da Indonésia, a cerca de 28 km da cidade.
Há também a excursão privada à Dieng Plateau, o tour de 3 dias pelo Monte Bromo e Ijen saindo de Yogyakarta até Bali, e o aluguel de carro com motorista, útil para encaixar os templos em um único dia.
Onde se hospedar
A região da Jalan Malioboro e das estações de trem concentra hospedagem e restaurantes e facilita sair para os templos. Quem quer um ar mais residencial pode procurar o entorno do Kraton, onde ficam ruas estreitas e o Taman Sari.
Gastronomia
O prato que identifica a cidade é o gudeg: jaca verde cozida por horas com açúcar de palma e leite de coco, em geral servida com galinha ao leite de coco, ovos cozidos e tofu. A versão de Yogyakarta é mais seca e avermelhada por causa das folhas de teca. Para a sobremesa, o bakpia pathok é um pastel doce de feijão-mungo; o bairro de Pathok, perto da Malioboro, é o mais famoso.
Dicas práticas antes de ir
- Comece os templos cedo: o tour com nascer do sol em Punthuk Setumbu já deixa Borobudur e Prambanan para a manhã.
- Leve capa de chuva se viajar perto de janeiro, o mês mais chuvoso.
- Negocie o preço do riquixá antes de subir.
- O Merapi é um vulcão ativo: siga qualquer aviso de acesso antes de ir às encostas.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda. Yogyakarta é a base mais prática para ver Borobudur e Prambanan, e a cidade tem personalidade própria. Reserve ao menos três noites: uma para o centro e o Kraton, outra para Borobudur e Prambanan, outra para o que sobrar, seja uma caverna ou o Merapi.























