Pune fica no estado de Maarastra, no oeste da Índia, sobre o planalto do Decão, a 560 metros de altitude. É a segunda maior cidade do estado, atrás de Mumbai, e ficou conhecida como a "Oxford do Oriente" por causa das universidades e dos estudantes vindos de todo o país. Quem chega esperando só templos e palácios encontra também uma cidade de tecnologia e indústria, e uma vida noturna movimentada.
A melhor época para visitar Pune
O inverno, de dezembro a fevereiro, é a estação mais agradável: os dias ficam em torno de 29 °C e as noites descem abaixo de 12 °C. O verão vai de meados de março a meados de junho e pode passar dos 40 °C, com maio como o mês mais quente. As noites continuam frescas por causa da altitude, mas caminhar por monumentos ao meio-dia nessa época cansa. A monção dura de junho a outubro, com chuva moderada, e julho é o mês mais molhado. Se a ideia é passeio a pé, fique com o inverno.
Como chegar a Pune
O aeroporto internacional fica em Lohagaon e recebe voos de todas as grandes cidades indianas, além de ligações diretas com Dubai e Singapura. Ele divide as pistas com uma base da Força Aérea indiana. De trem, há expressos diários para Mumbai, Delhi, Bangalore, Chennai, Hyderabad e Goa, entre outras. Por estrada, Pune está a 149 km de Mumbai, e a Mumbai-Pune Expressway, a primeira via expressa de seis pistas da Índia, reduz o trajeto a pouco mais de duas horas.
O que fazer em Pune
O ponto de partida é o Shaniwar Wada, forte-palácio construído em 1730 pelo Peshwa Baji Rao I, quando Pune virou a sede do poder do Império Marata. Do século VIII vem o templo escavado na rocha de Pataleshwar, bem mais antigo que o resto da cidade que se vê hoje. O Palácio Aga Khan tem peso na história recente: Mahatma Gandhi ficou ali sob prisão domiciliar entre 1942 e 1944, e o local guarda um memorial a Kasturba Gandhi, sua esposa, que morreu durante o período. Quem gosta de trilha sobe ao Forte de Sinhagad, a 1.300 metros, nos arredores da cidade. Em Koregaon Park fica o resort de meditação fundado em torno de Osho, que recebe visitantes de mais de cem países.
Entre as atividades que dão para reservar antes: o free tour por Pune, o tour dos templos e o tour gastronômico, todos de cerca de duas horas. Há também uma aula de culinária com jantar na casa de uma família indiana, de três horas. A aula rende mais que qualquer restaurante para entender a cozinha local.
Onde se hospedar
Koregaon Park, no leste da cidade, é um bairro mais sofisticado e fica perto do resort de Osho e da German Bakery. Quem quer ver os monumentos com mais facilidade fica melhor na região do centro antigo, perto do Shaniwar Wada. Escolha o bairro pelo tipo de viagem: o lado mais sofisticado de um, os monumentos do outro.
Gastronomia
A cozinha é a de Maarastra. O misal ao estilo de Pune, prato vegetariano picante, é um dos mais populares; o vada pav, bolinho de batata no pão, está em toda esquina. Procure também o bakarwadi, petisco crocante que virou marca da cidade desde o início dos anos 1960. A JM Road é famosa justamente pelo vada pav, pelo misal e pelo pav bhaji.
Dicas práticas antes de ir
- Evite março a junho para programas ao ar livre durante o dia.
- Na monção, leve capa de chuva: julho concentra a maior parte dos 822 mm anuais.
- Combine Pune com Mumbai: pela expressway, dá para fazer o trajeto em pouco mais de duas horas.
- Nos templos, vista-se com recato e confirme na entrada se é preciso tirar os sapatos.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, com ressalvas. Pune não é cidade de cartão-postal e quase ninguém cruza o mundo só por ela. Funciona bem como parada de dois ou três dias numa viagem pelo oeste da Índia, sobretudo para quem já passou por Mumbai e quer ver a história marata e a Índia universitária de perto.




















