Calcutá (Kolkata, o nome oficial desde 2001) é a capital e maior cidade de Bengala Ocidental, no leste da Índia, à margem do rio Hugli e a cerca de 80 km da fronteira com Bangladesh. Tem 4,5 milhões de habitantes dentro dos limites municipais e mais de 14 milhões na região metropolitana, a terceira maior do país. Fundada em 1690 pela Companhia Inglesa das Índias Orientais, foi capital da Índia britânica de 1833 a 1912. Fica no delta do Ganges, no interior: a costa do golfo de Bengala está a 154 km. É uma cidade intensa, pobre e rica ao mesmo tempo, que divide quem visita.
A melhor época para visitar Calcutá
O clima é tropical, com média anual de 26,9 °C. O verão é quente e úmido, e as máximas passam dos 40 °C em maio e junho. As monções de sudeste vão de junho a setembro e trazem a maior parte da chuva anual, cerca de 1.800 mm. O inverno é curto e ameno, com mínimas entre 9 e 15 °C em dezembro e janeiro, e é a melhor época para andar a pé. A festa mais importante da cidade, a Durga Puja, acontece em setembro ou outubro, com decorações artísticas e muita gente nas ruas. A poluição é alta e provoca névoa seca frequente.
Como chegar a Calcutá
O aeroporto internacional Netaji Subhas Chandra Bose fica em Dum Dum, cerca de 16 km a nordeste do centro, e opera voos domésticos e internacionais. Por trem, a cidade tem cinco grandes estações de longa distância, entre elas Howrah, a maior e mais movimentada da Índia, e Sealdah. Dentro da cidade, o metrô funciona desde 1984 e é o mais antigo subterrâneo do país. Calcutá também é a única cidade indiana com rede de bondes, com três linhas em operação.
O que fazer em Calcutá
- Victoria Memorial, marco do período imperial, com um museu sobre a história da cidade.
- Howrah Bridge, outro marco imperial da cidade.
- Indian Museum, o museu mais antigo do país, de 1814, com coleções de arte e história natural.
- Marble Palace, mansão de estilo europeu.
- Chinatown, a única da Índia, e a Universidade de Calcutá, a primeira universidade moderna do sul da Ásia.
- Science City, o maior centro de ciências do subcontinente indiano.
Na Civitatis há o tour privado por Calcutá, com seis horas de duração.
Onde se hospedar
O centro, em volta de B. B. D. Bagh (antiga Dalhousie Square) e da Esplanade, concentra os prédios coloniais e as repartições. O sul da cidade, com bairros como Ballygunge e Alipore, se desenvolveu depois da independência, em 1947, e é mais residencial.
Gastronomia
A comida bengali gira em torno do arroz e do peixe: o curry de peixe é o machher jhol, e o ilish é o peixe favorito dos calcutaenses. De sobremesa vêm o roshogolla, o sandesh e o iogurte doce mishti dohi. Na rua, vale provar o kati roll, o phuchka e a comida indiano-chinesa da Chinatown.
Dicas práticas antes de ir
- Prefira o inverno, de dezembro a fevereiro, para andar pela cidade.
- Planeje deslocamentos com folga: o trânsito é congestionado.
- Use o metrô para cruzar a cidade de norte a sul e fugir do trânsito.
- Durante a Durga Puja, reserve hospedagem e passeios bem antes.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para viajantes que gostam de cidade com história e não se incomodam com caos. Calcutá não é fácil: poluição, trânsito e calor pesam. Em troca, tem arquitetura colonial, museus, comida própria e a indústria de cinema em bengali. Dá para ver o essencial em dois dias; se o roteiro inclui Délhi e Mumbai, reserve ao menos um para cá.














