O Níger é um país sem litoral da África Ocidental, de quase 1,27 milhão de km², a maior nação da região. Faz fronteira com a Argélia e a Líbia ao norte, o Chade a leste, a Nigéria e o Benim ao sul e Burquina Fasso e o Mali a oeste. A maior parte do território é Saara, e o rio Níger, que dá nome ao país, é o ponto mais baixo, a 200 metros de altitude. A capital e cidade mais populosa, Niamei, fica no sudoeste.
Clima e relevo no Níger
O clima é em geral quente e seco, subtropical, e o extremo sul tem uma zona de clima tropical. O terreno é feito sobretudo de planícies desérticas e dunas, com colinas e as montanhas de Aïr ao norte e planícies ou terreno ondulado no sul, onde dominam as savanas. O ponto mais alto é o monte Idoukal-n-Taghès, de 2.022 metros.
Como chegar e se organizar
Desde a independência, em 1960, o Níger teve cinco golpes de Estado: em 1974, 1996, 1999, 2010 e 2023. Desde o golpe de 26 de julho de 2023, que derrubou o presidente Mohamed Bazoum, o país é governado por uma junta militar chefiada pelo general Abdourahamane Tiani. Há ainda uma história de rebeliões tuaregues e, no oeste, ataques de grupos armados. Por isso, antes de reservar qualquer viagem, vale conferir as recomendações de viagem do Itamaraty. Dentro do país, o hauçá é a língua oficial, e o francês, que foi língua oficial até 2025, ainda serve como língua de trabalho. Os zarmas dominam as regiões de Dosso, Tillabéri e Niamei, os hauçás as de Zinder, Maradi e Tahoua, os canúris a de Diffa e os tuaregues a de Agadez, no norte.
O que fazer no Níger
No norte fica a Reserva Natural Nacional de Aïr e Ténéré, uma das maiores reservas do mundo, criada para proteger antílopes raros como o adax, o órix e as gazelas. No sul, na fronteira com Burquina Fasso e o Benim, o Parque Nacional W faz parte do complexo W-Arly-Pendjari, uma das áreas mais importantes para a vida selvagem da África Ocidental. Ali vive a população mais importante do raro leão da África Ocidental, além de elefantes, búfalos, palancas-vermelhas e cobos. As girafas-da-África-Ocidental não estão no parque, mas mais ao norte, onde vive a última população da espécie no país.
A arqueologia do Níger inclui fósseis e arte antiga. Há cemitérios de dinossauros espalhados pelo deserto, um deles perto do penhasco de Tiguidit, ao sul de Agadez, e o Museu Nacional Boubou-Hama, em Niamei, tem um pavilhão dedicado ao assunto. No maciço de Aïr e no deserto do Ténéré existem gravuras rupestres, como as girafas de Dabous. Em Gobero, onde havia um lago hoje seco, apareceram arpões de osso e um colar de contas de pedra e casca de ovo de avestruz com um pingente de marfim de hipopótamo. Perto da vila de Bura, arqueólogos desenterraram esculturas de terracota. Nos desertos é comum achar pontas de flecha de sílex, mas levá-las para fora do país é proibido por lei.
Na mesa, o sul cultiva milho, sorgo, mandioca e cana-de-açúcar, e o arroz vem das margens do rio Níger. A produção de leite é grande e inclui o de vaca, cabra, ovelha e camela.
Onde se hospedar
Niamei é a capital e a maior cidade, e é lá que fica o Museu Nacional Boubou-Hama. Agadez, no norte, é a região dos tuaregues e a referência para quem vai ao maciço de Aïr e ao Ténéré, onde estão as gravuras rupestres. Para ver a fauna do Parque Nacional W, o roteiro tem de ser montado em torno da fronteira com Burquina Fasso e o Benim.













