O Benim (antigo Daomé) é um país estreito da África Ocidental, com 112 mil km², entre Burkina Faso e Níger ao norte, Nigéria a leste, Togo a oeste e o golfo do Benim ao sul. A capital constitucional é Porto Novo, mas Cotonu é a sede do governo e a maior cidade. São uns 700 km do rio Níger ao Atlântico e só 121 km de litoral. Para brasileiros, o país tem um interesse a mais: é o berço do vodum e está ligado à história da escravidão e a ex-escravos deportados do Brasil.
A melhor época para visitar o Benim
O clima é quente e úmido, com pouca chuva anual, mas com duas estações chuvosas: de abril a julho e de setembro a novembro. O sul, onde vive a maior parte da população, é de planície costeira, e o norte é de savana e terras altas semiáridas. A altitude média é de cerca de 200 m. Quem prefere evitar a chuva deve olhar os meses fora desses dois períodos. Em 10 de janeiro, o país celebra o Dia Nacional do Vodum, feriado desde que a religião foi reconhecida como oficial em 1992.
Como chegar ao Benim
A entrada mais comum é por Cotonu, a maior cidade do sul. Como as conexões a partir do Brasil mudam, pesquise voos atuais e documentação exigida (visto e vacinas) com antecedência. Por terra, o país faz fronteira com Togo, Nigéria, Níger e Burkina Faso. Antes de planejar trechos para o norte, confira os alertas oficiais de viagem.
O que conhecer no Benim
Uidá, na costa central, é o centro espiritual do vodum. Lá ficam a Porta do Não Retorno, por onde escravos embarcavam para as Américas, e o Templo das Cobras, dedicado a Dã, que no Brasil é Oxumarê. Ganvié é uma cidade construída sobre um lago por pessoas que fugiam de caçadores de escravos. Abomei, antiga capital do Daomé, ainda tem o palácio real. Em Porto Novo há uma mesquita em estilo barroco brasileiro, erguida por ex-escravos brasileiros deportados depois da Revolta dos Malês.
A região já era chamada de Costa dos Escravos no século XVII. Entre os pontos de interesse do país está a fortaleza de São João Baptista de Ajudá, em Uidá.
Onde se hospedar
Para quem chega de avião, Cotonu é a base óbvia, com os serviços e os aeroportos. Uidá, Ganvié e Abomei ficam no sul do país, então dá para organizar saídas de dia a partir de Cotonu.
Dicas práticas antes de ir
- O francês é a língua oficial, mas o fon, o bariba, o iorubá e o dendi também são falados.
- O vodum é praticado por cerca de 17% da população, segundo o censo de 2002, e muitos cristãos incorporam elementos dele. Peça licença antes de fotografar cerimônias.
- Planeje os deslocamentos com folga: o país é estreito, mas a estrada e a estação chuvosa mandam no tempo.
- Consulte o Itamaraty sobre vacinação e segurança antes de viajar.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para o viajante curioso, que quer entender as raízes africanas de parte da cultura brasileira. Uidá, Ganvié e Abomei contam uma história que não aparece em roteiro padrão. Não é um destino de conforto nem de resort, e um guia local ajuda a dar sentido aos lugares.












