Antes de ir: documentos, seguro e chip para Portugal
São Vicente é uma vila no litoral norte da ilha da Madeira, sede de um município de 78,82 km² e 4.972 habitantes (2023), dividido em três freguesias: Boa Ventura, Ponta Delgada e a própria São Vicente. Faz divisa com Santana, a leste, com Porto Moniz, a oeste, e, ao sul, com Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Calheta e Ponta do Sol. O relevo é muito acidentado, e cerca de 68% do território é coberto de floresta.
O nome tem uma lenda. Conta-se que o santo apareceu na cova de um rochedo, na foz da ribeira, e ali os moradores construíram uma capelinha. A devoção ficou, e deu nome ao lugar.
Melhor época para ir a São Vicente
O clima é ameno e úmido, moldado pela Corrente do Golfo, com pouca variação de temperatura. De junho a agosto é quente e seco, com máximas médias entre 23 e 26 graus. De dezembro a abril é mais fresco e chuvoso, com máximas entre 18 e 21, e de meados de setembro a novembro o tempo é morno e chuvoso. A costa norte da Madeira costuma ser cerca de 1 grau mais fria, com mais nuvens. Como várias elevações do município passam de 1.000 metros, vale levar um agasalho para as partes altas, mesmo no verão.
Como chegar a São Vicente
O Aeroporto Internacional da Madeira, o Cristiano Ronaldo, fica em Santa Cruz e é a principal porta de entrada de turistas na ilha. De lá, o caminho até São Vicente é por estrada, já que a vila fica no norte. O município faz divisa com seis outros municípios, o que dá bastante margem para combinar São Vicente com Santana, Porto Moniz e as outras vilas da costa. Para explorar as serras, o carro facilita.
O que fazer em São Vicente
O ponto de partida é o centro da vila. A Igreja Matriz de São Vicente e a capela de São Vicente são os monumentos da vila, e a Casa do Ladrilho é outro edifício histórico. Na freguesia de Ponta Delgada nasceu o escritor madeirense Horácio Bento de Gouveia, e a Casa-Museu Horácio Bento de Gouveia lembra a história dele.
O grande atrativo, porém, é a natureza. O relevo é bastante acidentado, com elevações como a Bica da Cana, com 1.620 metros, o Casado, com 1.725, a Rocha Negra, com 1.299, e o Paul da Serra, com 1.445. Entre os recursos hídricos, a ribeira de São Vicente e a Ribeira Grande cortam o município. A cobertura de floresta chega a cerca de 68% do território. A Madeira tem a maior e mais bem conservada mancha de laurissilva do mundo, floresta úmida típica da Macaronésia, que a Unesco declarou Patrimônio Mundial em 1999.
A economia local mistura pequeno comércio, hotelaria e agricultura. É comum ver batata, leguminosas, frutas frescas e vinha, além da criação de aves, porcos e cabras.
Onde se hospedar
O município tem serviços de hotelaria e vem desenvolvendo o turismo rural. Ficar no centro da vila deixa os monumentos a pé. Reserve com antecedência no verão e, se for fazer trilhas, confira antes como chegar ao ponto de partida.













