Antes de ir: documentos, seguro e chip para Portugal
Ponte de Lima é uma vila do Alto Minho, no distrito de Viana do Castelo, à beira do rio Lima. O município tem 41.169 habitantes (2021) e 320 km², mas a vila em si é pequena, com cerca de 2,72 km² de área urbana. Ela costuma ser chamada de a vila mais antiga de Portugal, porque recebeu o foral em 4 de março de 1125, da rainha D. Teresa e de seu filho D. Afonso Henriques. O nome vem da ponte que cruza o rio, construída pelos romanos e ampliada na Idade Média.
Melhor época para ir a Ponte de Lima
O calendário local pesa mais do que o clima. As Feiras Novas, em setembro, acontecem desde 1826, em honra de Nossa Senhora das Dores, com cortejos históricos e etnográficos, folclore, concursos de concertinas e o tradicional cortejo de bois. É um dos maiores eventos festivos do Minho. Em junho, na festa do Corpo de Deus, as ruas da vila ganham tapetes de flores para a procissão. De maio a outubro, o Festival Internacional de Jardins fica aberto ao público, na margem direita do rio. A vila já venceu três vezes o Concurso Nacional de Vilas e Cidades Floridas, o que dá aos jardins um bom motivo para a visita entre maio e outubro.
Como chegar a Ponte de Lima
Duas autoestradas se cruzam no município, a A27 e a A3. A A27 leva a Viana do Castelo, e a A3, ao Porto ou a Valença, na fronteira com a Galiza. A vila fica a 84 km do Porto, 32 km de Braga, 29 km de Viana do Castelo e 75 km de Vigo, na Galiza. O aeroporto mais próximo é o de Vigo, a 68 km, e o português mais próximo é o do Porto, a 81 km.
O que fazer em Ponte de Lima
O ponto de partida é a ponte romana e medieval, que também faz parte do Caminho Português de Santiago. O caminho vem do Porto, atravessa a ponte e passa pelo centro da vila, onde há um albergue de peregrinos com 60 lugares, aberto o ano inteiro. Perto da ponte, a Estação do Tempo do Romano reúne achados arqueológicos da ocupação romana. Conta a lenda que a legião romana, ao chegar ao rio, que se acreditava ser o Lethes, rio do esquecimento, recusou-se a atravessá-lo por medo de perder a memória. O comandante nadou até a outra margem e chamou os soldados pelo nome, para provar que era mito.
No centro, vale ver:
- O Chafariz Nobre, de 1603, no Largo de Camões, de estilo renascentista.
- A Torre da Cadeia Velha e o Paço do Marquês, do século XV, hoje centro de interpretação da história militar.
- O Museu dos Terceiros, de arte sacra, no antigo convento de Santo António, e o Museu do Brinquedo Português.
- O Teatro Diogo Bernardes, em prédio de 1896, reaberto como teatro em 1999.
O município guarda o maior conjunto de solares barrocos de Portugal, como o Solar de Bertiandos, fruto da riqueza do açúcar e do ouro brasileiros nos séculos XVII e XVIII. Para respirar, há a Avenida dos Plátanos, uma zona de pedestres com plátanos plantados em 1901, o Parque do Arnado e ecovias que ligam a vila a cais e ao limite do município. Os miradouros da Madalena e de Santa Catarina, a 235 e 222 metros de altitude, dão vista da vila. Também há a Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos, boa para observar a natureza.
Quem prefere explorar a pedal pode usar o aluguel de bicicleta em Ponte de Lima, de 8 horas.
À mesa, o prato símbolo é o arroz de sarrabulho, com selo europeu de Especialidade Tradicional Garantida. Há também o bacalhau de cebolada e a lampreia, preparada em arroz ou à bordalesa, com peixes do próprio rio Lima. A região produz vinho verde.
Onde se hospedar
A vila é compacta, e ficar perto da ponte e do Largo de Camões deixa quase tudo a pé. Para quem faz o Caminho de Santiago, o albergue da vila serve de pouso. Em setembro, durante as Feiras Novas, reserve com antecedência.














