Antes de ir: documentos, seguro e chip para Portugal
A ilha do Pico é a segunda maior dos Açores, com 447 km². A população é de 13.879 habitantes (2021), divididos em três municípios: Lajes do Pico, Madalena e São Roque do Pico. Fica no Grupo Central do arquipélago, a leste do Faial e ao sul de São Jorge. O nome vem da montanha vulcânica que domina a paisagem, com 2.351 metros de altitude, a mais alta de Portugal. A paisagem vulcânica da ilha foi eleita uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, com lava negra, o mar no horizonte e o cone do vulcão aparecendo e sumindo entre as nuvens.
Melhor época para ir ao Pico
O clima é marítimo e ameno, com bastante chuva e umidade na maior parte do ano. Na parte baixa da ilha, onde mora a maioria da população, o inverno é chuvoso, com média de uns 14,5 graus, e o verão é morno e mais seco, com média de uns 22. Em altitude o tempo muda: no alto da montanha a média é de cerca de 2 graus, e há neve com frequência nos meses mais frios. A subida à montanha pede cuidado em qualquer estação, porque o topo pode ficar cercado de nuvens ou de nevoeiro cerrado, às vezes com chuva forte. No verão também há ligações marítimas com as demais ilhas do arquipélago, o que facilita montar um roteiro entre elas.
Como chegar ao Pico
A ilha tem um aeroporto regional, entre as freguesias de Santa Luzia e Bandeiras, com voos diretos de Lisboa, da Terceira e de Ponta Delgada. Por mar, há ligações diárias com a Horta, no Faial, e com as vilas de Velas e da Calheta. Para circular pela ilha, que tem mais de 150 km de costa, o carro é a escolha prática.
O que fazer no Pico
O programa clássico é subir a Montanha do Pico, uma reserva natural. O percurso é por trilhos marcados ou com guia, e quem sobe encontra, perto do topo, o Piquinho, um pequeno cone de uns 70 metros dentro da cratera, com fumarolas de enxofre na base. Do alto da montanha, em dia limpo, veem-se o Faial, a Terceira, São Jorge e a Graciosa. A subida é considerada difícil por causa do tempo, e quem não conhece a montanha deve ir acompanhado. O verão é o período mais indicado, e a subida ao Piquinho, o pequeno cone do topo, é proibida por causa da fragilidade do ecossistema e do risco.
Na parte baixa, a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico é Patrimônio Mundial da Unesco desde 2004, numa área de 987 hectares. As vinhas crescem em pequenos lotes retangulares, os currais, cercados por muros de basalto que protegem as uvas do sal do mar e do vento e deixam o sol entrar. O vinho verdelho do Pico chegou a ser servido à mesa dos czares russos. Em Madalena, o Museu do Vinho funciona num antigo convento dos carmelitas.
Outros programas:
- A Gruta das Torres, na Criação Velha, o maior tubo de lava de Portugal, com 5.150 metros e túneis de até 15 metros de altura. A temperatura lá dentro é praticamente constante.
- Os museus da baleação, em São Roque do Pico e nas Lajes do Pico, que contam a época em que a ilha era o principal centro baleeiro do arquipélago.
- O Forte de Santa Catarina, nas Lajes do Pico, e os moinhos espalhados pela ilha.
Hoje as baleias são vistas de barco, e o avistamento de cetáceos na ilha do Pico, de 3 horas, tem nota 4,9 em 53 avaliações. Quem tem pouco tempo e quer um panorama geral pode escolher a excursão à ilha do Pico, de 8 horas, com nota 4,4 em 45 avaliações.
Na mesa, o mar manda: lapas, polvo, lagosta e peixes como a abrótea e o cherne. Entre as carnes, a molha de carne à moda do Pico. Para fechar, rosquilhas, arroz-doce, bagaço do Pico ou aguardente de figo.
Onde se hospedar
A ilha é dividida em três municípios, e a escolha depende do roteiro. Madalena é historicamente o porto de ligação com o Faial e abriga o Museu do Vinho. São Roque do Pico tem o museu da indústria baleeira, e Lajes do Pico, o museu dos baleeiros e o Forte de Santa Catarina. No verão, reserve com antecedência.















