Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Itália
Gallipoli fica na Puglia, na província de Lecce, na costa ocidental do Salento, voltada para o mar Jônico. Tem pouco menos de 19 mil habitantes e duas metades bem distintas: o centro histórico, numa ilha calcária de cerca de 1,5 km de perímetro, e a cidade nova, ligada a ela por uma ponte de alvenaria do século XVII. O nome vem do grego Kallípolis, "cidade bela". Por séculos foi o porto por onde saía o azeite do Salento.
A melhor época para visitar Gallipoli
O clima é mediterrâneo, de invernos amenos e verões quentes e úmidos. Janeiro tem média em torno de 9 °C e agosto, de 25 °C. Chove cerca de 676 mm por ano, com mínimo na primavera e no verão e pico no outono e no inverno. As praias ficam ativas no verão; os balneários fora da cidade são habitados quase só nessa estação. Para ver o centro histórico sem multidão, maio, junho e setembro funcionam melhor.
Como chegar a Gallipoli
A estação principal, na praça Matteotti, fica nas linhas Lecce-Gallipoli e Casarano-Gallipoli, operadas pela FS Sud Est. Há ainda paradas na orla e em Baia Verde, e uma estação dentro do centro histórico usada hoje só para fins turísticos. De carro, as estradas principais são a SS 101, que vem de Lecce, e a SS 274, que vem de Santa Maria di Leuca.
O que fazer em Gallipoli
O ponto mais alto da ilha é ocupado pela basílica de Sant'Agata, barroca, do século XVII, com fachada de tufo calcário e nichos de estátuas. Em volta estão palácios dos séculos XVI a XVIII, como o Palazzo Pirelli, reformado em estilo barroco. O castelo aragonês, quase cercado pelo mar, tem fortificações de planta poligonal com torres cilíndricas, e o revelim de 1522 se acessa por uma ponte levadiça de madeira que ainda existe. As muralhas, em grande parte visíveis, datam do século XIV e foram reformadas no século XVI.
Perto da ponte fica a fonte antiga, chamada greco-romana. Por muito tempo a datação foi tida como dos séculos III ou II a.C., mas hoje há quem atribua os relevos a mestres do século XVI. Sob o centro histórico existem frantoi, os lagares subterrâneos escavados na rocha: no auge, nos séculos XVI a XVIII, cerca de 70% do azeite do Salento saía pelo porto de Gallipoli, para iluminar cidades europeias.
Para sair da cidade, há o tour de bicicleta por Alezio, Tuglie e Porto Selvaggio, de oito horas. É a opção para sair um dia da cidade e pedalar pela região ao redor, em vez de ficar só no mar.
Onde se hospedar
A cidade velha, na ilha, deixa o porto e o castelo a poucos passos. A cidade nova, do outro lado da ponte, é onde ficam a estação e a parte mais moderna. Quem quer praia de areia mais longa escolhe Baia Verde, a 3 km ao sul, de costa baixa e arenosa, perto do parque natural da ilha de Sant'Andrea e do litoral de Punta Pizzo.
Gastronomia
Gallipoli tem pratos próprios. A zuppa di pesce alla gallipolina é a sopa de peixe local. A scapece é peixe frito marinado em camadas de miolo de pão com vinagre e açafrão, que dá ao prato a cor amarela. Os 'mboti são rolinhos de fígado e pulmão de cordeiro, prato que não é para todos. No Natal aparecem as pittule.
Dicas práticas antes de ir
- Os balneários ficam vazios fora do verão; se for à beira-mar em maio ou outubro, confirme o que está aberto.
- O centro histórico é pequeno e se faz a pé em uma manhã.
- Com carro, o parque de Punta Pizzo fica no mesmo município.
- A estação no centro histórico funciona só para fins turísticos.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, sobretudo para quem já fez Lecce e quer ver um Salento de mar e muralha. Gallipoli cabe em um dia, mas rende mais com duas noites, por causa da comida. Quem só quer praia pode ir direto para Baia Verde.














