Antes de ir: documentos, seguro e chip para a França
Épernay fica no departamento do Marne, na região do Grand Est, a cerca de 140 km a nordeste de Paris e 27 km ao sul de Reims. É chamada de "capital do champanhe", embora o vinho tenha sido inventado na vizinha Hautvillers. O motivo do apelido é a Avenue de Champagne, onde ficam as sedes de várias grandes casas produtoras. A cidade foi saqueada, queimada ou parcialmente destruída mais de vinte e cinco vezes ao longo da história e guarda pouco do passado antigo. O que sobrou é uma avenida de palacetes do século 19 e 110 km de adegas escavadas embaixo.
A melhor época para visitar Épernay
O clima é oceânico, com verão fresco e chuvas bem distribuídas ao longo do ano. A média anual de temperatura é de 10,6 °C, e o inverno é frio. Para andar pela avenida e visitar as adegas, que ficam a cerca de 20 metros de profundidade, qualquer estação serve. O verão tem mais programação: o festival Musiques d'été vai de fins de junho a fins de agosto, e as Nuits de l'Avenue de Champagne ocupam de meados de julho ao início de setembro. Em 22 de janeiro, a Saint-Vincent, festa do padroeiro dos vinhateiros, leva um desfile em trajes típicos da Champagne pela cidade.
Como chegar a Épernay
A estação fica na linha Paris–Strasbourg e, desde o TGV Est, tem ligações com Paris-Est e com Reims, Châlons-en-Champagne, Nancy e Metz. Por estrada, a cidade é servida pelas autoestradas A4 e A26 e está na rota turística do Champagne. Reims, a 27 km, é a referência mais próxima para combinar as duas cidades.
O que fazer em Épernay
- Percorrer a Avenue de Champagne. Sob ela se estendem 110 km de adegas escavadas na rocha calcária, e é possível visitar as caves e participar de degustações nas casas.
- Ver as casas que têm sede na avenida, como a Moët & Chandon, com sua orangerie, e a Mercier, cujo tonel, exibido na Exposição Universal de Paris de 1889, é o maior do mundo. A torre da casa De Castellane, de 1903-1905, é uma das mais altas estruturas da França.
- Passar pelo Château Perrier, de 1854, na própria avenida. Os dois museus instalados ali, o do vinho de Champagne e o de arqueologia regional, estão fechados para reestruturação, então vale ver o prédio e o parque por fora.
- Fazer o tour do champanhe de bicicleta elétrica, de 5 horas e 45 minutos.
- Olhar o portal Saint-Martin, de 1540, único vestígio da antiga abadia, e o Théâtre d'Épernay, um dos raros teatros à italiana com a maquinaria original.
Onde se hospedar
O centro, perto da Avenue de Champagne e da estação, reúne o que a cidade tem de mais prático. O mais comum é ficar ali e sair para Reims em bate-volta.
Gastronomia
O protagonista aqui é o champanhe, e a degustação nas casas da avenida é a forma mais direta de conhecer a bebida. A região vitícola começa na porta da cidade, sobre um solo de giz que favorece as vinhas nas encostas.
Dicas práticas antes de ir
- A cidade tem ciclovias, feitas em 2009, inclusive na avenida, e roteiros turísticos de bicicleta.
- A fête foraine, feira popular, cai no sábado mais próximo de 13 de setembro.
- Reserve a maior parte do dia para as caves: a visita às adegas é o ponto alto.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, sobretudo como bate-volta de Paris ou parada entre Paris e Reims. A visita gira em torno das adegas. Quem não gosta de champanhe vai achar pouco. Quem gosta encontra aqui a forma mais direta de entender como a bebida é feita.














