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O que fazer em Palência

EspanhaAtualizado em 14 de julho de 20266 min de leitura

Às margens do rio Carrión, no coração da meseta de Castela e Leão, Palência é uma daquelas capitais espanholas que passam despercebidas no roteiro óbvio e justamente por isso recompensam quem chega. Sua catedral gótica é tão imponente e tão pouco visitada que ganhou o apelido de “La Bella Desconocida” (a Bela Desconhecida), e do alto de uma colina nos arredores um Cristo gigante de pedra, obra do escultor Victorio Macho, vigia a cidade como poucos monumentos religiosos do mundo. Some a isso a Calle Mayor com seus quilômetros de arcadas, o Canal de Castela cortando a planície e o melhor do românico espanhol espalhado pela província, e você tem um destino sério para quem gosta de história sem multidões.

Onde fica Palência

Palência é a capital da província de mesmo nome, na comunidade autônoma de Castela e Leão, no norte-centro da Espanha. Fica cerca de 50 km ao norte de Valladolid e a pouco mais de 200 km de Madri, na região histórica conhecida como Tierra de Campos — uma vasta planície de trigo que já foi chamada de “celeiro de Castela”. A cidade se estende ao longo do rio Carrión, e seu tamanho modesto (algo em torno de 75 mil habitantes) faz com que praticamente tudo o que interessa ao visitante esteja a uma caminhada de distância no centro histórico. Vale não confundir: nada a ver com Valência, no litoral mediterrâneo, nem com Plasência, na Estremadura. Aqui o clima é continental e a paisagem é de interior castelhano.

O que fazer em Palência

O centro de Palência se explora a pé, e os principais marcos estão a poucos minutos uns dos outros:

  • Catedral de San Antolín — a “Bela Desconhecida” é o cartão de visita da cidade. Erguida sobretudo entre os séculos XIV e XVI, mistura gótico e renascentista e guarda no subsolo uma cripta visigótica e românica, uma das mais antigas da Espanha, ligada às relíquias de San Antolín, padroeiro de Palência. Não deixe de descer até a cripta e de observar o retábulo-mor e as obras de arte do interior.
  • Cristo del Otero — no alto de um cerro a oeste do centro, esta estátua monumental de Cristo com cerca de 20 metros de altura é uma das maiores do mundo. Foi esculpida por Victorio Macho nos anos 1930 e, da sua base, abre-se a melhor vista panorâmica da cidade e da planície ao redor. Aos pés do morro há uma pequena ermida e o museu dedicado ao artista.
  • Calle Mayor — a longa rua principal, em boa parte coberta por arcadas (soportales), é o eixo da vida palentina. É onde os moradores fazem o “paseo” no fim da tarde, entre cafés, lojas e edifícios senhoriais.
  • Iglesia de San Miguel — templo gótico à beira do Carrión, com uma torre marcante. Segundo a tradição local, foi ali que El Cid teria se casado com Dona Jimena.
  • Museu de Palência e Casa-Museo Victorio Macho — para quem quer entender a história arqueológica da região e a obra do escultor que marcou a cidade.

Reserve também um tempo para caminhar pela margem do rio Carrión, no parque conhecido como Sotillo de los Canónigos e Jardinillos de la Estación, áreas verdes agradáveis que mostram o lado tranquilo e arborizado da cidade.

O Canal de Castela e o românico da província

Um dos grandes trunfos de Palência está fora dos muros da cidade. O Canal de Castela, obra de engenharia hidráulica iniciada no século XVIII para transportar trigo pela meseta, atravessa a província e hoje pode ser percorrido a pé, de bicicleta ou em passeios de barco turísticos, especialmente no trecho de Villaumbrales, onde funciona um museu dedicado ao canal.

A província de Palência é ainda um dos epicentros do românico espanhol. No norte da província, a chamada Montaña Palentina concentra dezenas de igrejas e ermidas dos séculos XI e XII. Vale a pena reservar um ou dois dias para conhecer:

  • Frómista — a igreja de San Martín de Tours é considerada uma das obras-primas do românico europeu, com proporções perfeitas e centenas de canecillos esculpidos. Fica em pleno Caminho de Santiago.
  • Aguilar de Campoo — vila medieval cercada de muralhas, com mosteiro de Santa María la Real e a base do Centro de Estudos do Românico; é também conhecida pela tradição da fabricação de biscoitos.
  • Carrión de los Condes — outra parada clássica do Caminho de Santiago, com igrejas românicas e o monastério de San Zoilo.

Gastronomia palentina

A cozinha de Palência é castelhana de raiz: contundente, de forno a lenha e produtos da terra. O prato-símbolo é o lechazo asado, cordeiro leitão assado lentamente em forno de barro, geralmente acompanhado de salada simples e bom pão. Prove também a morcilla (uma versão local do chouriço de sangue com arroz), os pichones (pombos) da Tierra de Campos, queijos de ovelha e os doces de Aguilar de Campoo. Tudo isso costuma vir bem acompanhado pelos vinhos tintos do entorno castelhano, como os das vizinhas denominações Cigales e Arlanza. Para comer de forma descontraída, a melhor pedida é o ritual dos pinchos nos bares do centro, especialmente nas ruas em torno da Calle Mayor.

Melhor época para visitar Palência

Palência tem clima continental, com invernos frios (geadas e ocasionais nevadas) e verões quentes e secos, típicos do interior de Castela. As melhores épocas para visitar são a primavera (abril a junho) e o início do outono (setembro e outubro), quando os dias são amenos e a luz sobre a planície fica especialmente bonita. O verão é ótimo para os passeios de barco no Canal de Castela e para percorrer o Caminho de Santiago, embora o meio-dia possa ser bem quente. Quem viaja no início de setembro pega as festas de San Antolín, o padroeiro, período de maior animação na cidade.

Como chegar a Palência

O jeito mais prático de chegar a Palência é de trem. A cidade é um importante nó ferroviário no norte da Espanha e está conectada por trens de alta velocidade e média distância a Madri (cerca de 1h30 a 2h), Valladolid (menos de 30 minutos) e a destinos do norte como Burgos, León e Santander. A estação fica a poucos minutos de caminhada do centro histórico.

De carro, Palência é facilmente acessível pelas autovias que cruzam Castela e Leão, o que a torna uma ótima base ou parada para quem está fazendo um roteiro pelo norte da Espanha. Não há aeroporto na cidade: os mais úteis são o de Valladolid, a cerca de 50 km, e o de Madri-Barajas, principal porta de entrada internacional, de onde se segue de trem ou carro. Para explorar a província — o Canal de Castela e as igrejas românicas da Montaña Palentina —, ter um carro faz bastante diferença, já que muitos vilarejos têm transporte público limitado.

Vale a pena visitar Palência?

Vale, e muito, para o tipo certo de viajante. Palência não é um destino de cartão-postal famoso, mas é exatamente isso que a torna interessante: uma capital castelhana autêntica, com uma catedral subestimada, um Cristo monumental sobre a planície, boa mesa e uma das maiores concentrações de arte românica da Europa logo ao lado. Encaixa muito bem em um roteiro pelo norte da Espanha — combinada com Valladolid, Burgos ou um trecho do Caminho de Santiago — e oferece aquela sensação cada vez mais rara de descobrir uma cidade espanhola de verdade, sem disputar espaço com excursões.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre Palência

Qual é a melhor época para visitar Palência?

Palência tem clima continental , com invernos frios (geadas e ocasionais nevadas) e verões quentes e secos, típicos do interior de Castela. As melhores épocas para visitar são a primavera (abril a junho) e o início do outono (setembro e outubro) , quando os dias são amenos e a luz sobre a planície fica especialmente…

Como chegar a Palência?

O jeito mais prático de chegar a Palência é de trem . A cidade é um importante nó ferroviário no norte da Espanha e está conectada por trens de alta velocidade e média distância a Madri (cerca de 1h30 a 2h), Valladolid (menos de 30 minutos) e a destinos do norte como Burgos, León e Santander.

O que fazer em Palência?

O centro de Palência se explora a pé, e os principais marcos estão a poucos minutos uns dos outros: Catedral de San Antolín — a “Bela Desconhecida” é o cartão de visita da cidade.

Quais são os passeios mais procurados em Palência?

Entre os mais reservados estão Free tour por Palência, Visita guiada pela catedral de Palência, Visita guiada por Palência — todos com reserva antecipada e cancelamento grátis.

Quanto custam os passeios em Palência?

Há atividades a partir de € 5, com opções para diferentes orçamentos e confirmação imediata.