Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Ceuta é uma cidade autônoma da Espanha na costa africana, na pequena península de Almina, na entrada oriental do estreito de Gibraltar, em frente a Algeciras e a Gibraltar, do outro lado da água. É um enclave espanhol de menos de 20 km², banhado pelo Mediterrâneo e com fronteira com o Marrocos a oeste e a sudoeste. Tinha 83.595 habitantes em 2025, sobretudo cristãos e muçulmanos. O nome vem do latim Septem Fratres, os "sete irmãos", como os romanos chamavam os montes da região.
Melhor época para ir a Ceuta
O clima é mediterrânico e ameno. O Jbel Musa funciona como cortina contra os ventos úmidos do Atlântico, e o mar mantém as temperaturas suaves no verão e no inverno. A média anual é de 18,8 graus. O verão é bem quente, com máximas médias perto de 30 em julho e agosto, e no inverno é raro a mínima cair abaixo de 10. A chuva é irregular e se concentra no inverno, e de maio a setembro o tempo é bem seco. Para as praias e para andar a pé pelas fortificações, esses meses secos são a melhor aposta. O Carnaval, em geral em fevereiro, começa com a tradicional "mejilloná", com pratos de mexilhão, e tem concurso de grupos carnavalescos e desfile de fantasias. Em 5 de agosto é o dia da padroeira, Nossa Senhora de África.
Como chegar a Ceuta
Ceuta se liga ao resto da Espanha pelo porto de Algeciras, de onde saem os ferries para o porto de Ceuta. A travessia leva de 50 minutos a 1h30, com 15 a 20 saídas por dia, entre 6h e 23h. Do lado marroquino, só se chega a Ceuta de carro particular ou atravessando a fronteira a pé. Tetuão fica a 40 km e Tânger, a 68 km.
O que fazer em Ceuta
Em 21 de agosto de 1415, tropas portuguesas de D. João I, acompanhado dos filhos Duarte, Pedro e Henrique, desembarcaram onde hoje ficam as praias de Santo Amaro e conquistaram a cidade. Ela ficou sob domínio português até a Restauração, e a bandeira de gomos brancos e pretos lembra a de Lisboa. A catedral guarda uma imagem portuguesa da Virgem Capitã, do século XV.
No centro, vale visitar:
- As Muralhas Reais, que vão do século X ao XVIII e abrigam o Museu da Cidade, no Revelim de Santo Inácio.
- A catedral, erguida sobre uma antiga mesquita, e o santuário de Santa Maria de África, do século XV, com uma imagem da Virgem doada pelo Infante D. Henrique.
- A basílica romana tardia, de meados do século IV, e os banhos árabes do século XIII, na Praça da Paz.
- O Palácio Municipal, de 1926, que guarda o Pendão Real, bordado por D. Filipa.
- O Parque Marítimo do Mediterrâneo, projetado por César Manrique.
Fora do centro ficam as Muralhas Merínidas, do século XIII, das quais restam cerca de 500 metros e as duas torres gêmeas da Porta de Fez, a Fortaleza do Monte Hacho, que domina a cidade, e os fortes neomedievais construídos em meados do século XIX na zona de fronteira. Abaixo do forte Isabel II há um mirante com vista do estreito e da Península Ibérica. O Castelo do Desnarigado abriga um museu militar.
Entre os passeios que dá para reservar estão o free tour por Ceuta, de 1h30, o passeio de barco por Ceuta, de 1 hora, e o batismo de mergulho em Ceuta, de 2 horas. As praias da Ribera, do Chorrillo, do Sarchal e de Santo Amaro ficam na cidade, e Benzú, na costa do Estreito, tem casas de chá típicas.
Na mesa, a cozinha é de peixe, sobretudo atum e outros peixes secos, e de pincho moruno, espetada de carne marinada com especiarias que muita gente diz ter nascido aqui. Há também caracóis, corações de galinha em sanduíche ou espetada e o figo-da-índia, fruta que não se acha com facilidade em outras partes da Espanha.
Onde se hospedar
O centro urbano e os bairros mais antigos ficam perto do porto e na encosta do Monte Hacho, o que deixa a maior parte dos monumentos a pé. Em fevereiro, no Carnaval, e em agosto, reserve com antecedência.


















