Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Almansa é um município da província de Albacete, em Castela-Mancha, com cerca de 24 mil habitantes e uma localização que explica boa parte da sua história: fica num altiplano a cerca de 700 metros, onde se encontram os sistemas montanhosos Ibérico e Bético, no que se chama Corredor de Almansa, um dos dezessete passos naturais da península. O nome vem do árabe e quer dizer "no meio do caminho". Um castelo mouro sobre uma rocha de calcário branco domina a cidade.
Melhor época para visitar Almansa
O grande momento do ano é a semana das Fiestas Mayores, de 30 de abril a 6 de maio, em honra à padroeira, a Virgem de Belém. É uma festa de mouros e cristãos reconhecida como de interesse turístico internacional em 2019, e o ponto alto é a embaixada moura noturna ao pé do castelo, um ato que não existe em nenhuma outra festa do gênero na Espanha.
Como chegar a Almansa
A cidade fica a 74 km de Albacete e é cortada pela autovia A-31, de Albacete a Alicante, e pela A-35, que vai a Játiva e Valência. Por estrada, as distâncias são de 95 km até Alicante, 110 km até Valência, 140 km até Murcia e 320 km até Madri. Os aeroportos de Alicante-Elche, Valência-Manises e Madri-Barajas ficam acessíveis por essas vias.
O trem chega a Almansa desde 1857, pela primeira linha de longo percurso construída na Espanha, entre Madri e Alicante. Da estação saem trens para Albacete, Alicante, Valência, Ciudad Real e Alcázar de San Juan. A rodoviária fica ao lado da estação.
O que fazer em Almansa
- O castelo de Almansa tem origem almóada, do século XII, com restos de taipa restaurados em 2008. Foi reformado no século XIV e ganhou a forma atual com a torre de menagem e as torres semicirculares do marquês de Villena. Foi declarado monumento histórico-artístico nacional em 1921, e uma ampla escadaria leva até lá a partir da plaza de Santa María.
- A igreja da Assunção foi construída em etapas entre os séculos XVI e XIX. Por dentro, tem abóbada de berço e capelas laterais góticas, e a cabeceira se inspira no Palácio de Versalhes. Na praça fica a fonte dos patos, que na verdade são cisnes.
- O palácio dos condes de Cirat, do século XVI, tem uma fachada maneirista e hoje abriga a prefeitura.
- O santuário de Belém, a 14 km da cidade, é um templo barroco do século XVII que guarda a imagem da padroeira durante o verão.
- O pântano de Almansa, a 8 km do centro, tem uma represa de 1584, uma das mais antigas da Espanha ainda em uso.
- O Caminho de Santiago passa pela cidade por duas rotas, a Ruta de la Lana, que une Alicante a Burgos, e o Caminho de Levante, de Valência a Zamora.
- O obelisco, a cerca de 1,6 km ao sul do centro, lembra a batalha de 25 de abril de 1707, que opôs partidários de Filipe V aos do arquiduque Carlos da Áustria na Guerra de Sucessão Espanhola. Desde 2007, no fim de semana de 25 de abril, há uma recriação internacional da batalha com mais de 300 recriadores históricos de vários países da Europa, e um museu aos pés do castelo conta o episódio.
A região também é de vinho: Almansa tem denominação de origem própria, com vinhedos na cidade e nos arredores. A cidade tem ainda a tradição do calçado masculino de alta qualidade, que em 1913 a tornou a segunda maior produtora da Espanha, atrás de Barcelona. Para a noite, há o Teatro Regio, de 1930, e o Teatro Principal, do fim do século XIX.
Onde se hospedar
O centro, ao redor da plaza de Santa María, concentra o castelo, a igreja e a prefeitura e é um bom ponto de partida para os passeios a pé. Na semana da festa, de 30 de abril a 6 de maio, convém reservar com antecedência.














