Antes de ir: documentos, seguro e chip para o Chile
Valdivia fica no sul do Chile, na confluência dos rios Calle-Calle, Valdivia e Cau-Cau, uns 15 km a leste das localidades costeiras de Corral e Niebla. É a capital da Região de Los Ríos desde 2007 e tinha 170.043 habitantes no censo de 2024. A cidade leva o nome de Pedro de Valdivia, seu fundador. Foi um dos pontos mais fortificados do Novo Mundo no período espanhol e, a partir de meados do século XIX, recebeu imigrantes alemães, cujas casas de madeira continuam espalhadas pelas ruas.
A melhor época para visitar Valdivia
O clima é oceânico, com tendência a mediterrâneo. O verão (dezembro a fevereiro) tem média de cerca de 17 °C e o inverno desce a uns 8,5 °C. Chove cerca de 1.750 mm por ano, principalmente de março a outubro, e a neve é rara: caiu por último em agosto de 2020. O verão também é a época dos eventos: a prefeitura promove shows e atividades gratuitas à beira do rio em janeiro e fevereiro, e a Semana Valdiviana, que começa em 9 de fevereiro, termina com o desfile de barcos da Noche Valdiviana. Eu iria de dezembro a fevereiro, levando um casaco leve, já que a média do verão é de só 17 °C.
Como chegar a Valdivia
O aeroporto que atende a cidade é o de Pichoy, a 32 km a nordeste do centro, pela estrada que liga Valdivia à Rodovia Pan-Americana. O de Las Marías, bem mais perto, só recebe aviões pequenos, sem voos de linha. Por terra, o acesso principal é a ponte Calle-Calle, pelo norte, e uma rota pelo sul, ambas conectadas à Pan-Americana. De Valdivia, o único ferry regular que sobrou é o da linha Niebla-Corral, bem mais rápido que a estrada.
O que fazer em Valdivia
- Andar pelo Mercado Municipal e pela Feria Fluvial, à margem do rio, onde barcos de pesca descarregam. A feira lembra o comércio da antiga aldeia indígena que existia no lugar.
- Ver os Torreones Los Canelos e del Barro, torres do antigo muro espanhol, e o Convento San Francisco.
- Fazer uma visita guiada pela cidade, de umas duas horas, ou um tour de caiaque pelo rio Valdivia.
- Visitar os fortes da baía de Corral e ir de barco até a ilha Mancera e Punucapa.
- Caminhar no Parque Oncol (trilha de umas seis horas) ou ir ao Parque Nacional Alerce Costero, numa excursão de nove horas.
- Fazer o tour da cerveja, de uma hora e meia, já que a cervejaria Kunstmann nasceu de alemães em Valdivia.
- Olhar os banhados que o terremoto de 1960 criou, onde vivem cisnes-de-pescoço-preto.
Onde se hospedar
O centro tem os prédios europeus do início do século XX, hoje usados por universidades e órgãos públicos, e a orla fluvial. A Isla Teja, do outro lado do rio, foi onde os imigrantes alemães se instalaram. Ficar perto da orla fluvial deixa por perto o Mercado Municipal e o embarque dos barcos.
Gastronomia
A herança alemã está na cerveja e nos frios e embutidos. A marca de chocolate Entrelagos é da região. O Mercado Municipal virou ponto gastronômico e cultural, e vale passar por ele na hora do almoço.
Dicas práticas antes de ir
- Leve capa de chuva. A maior parte da chuva cai de março a outubro.
- O terremoto de 1960, de magnitude 9,5, afundou cerca de 2 m do terreno. Vale lembrar disso ao ver as áreas alagadas perto da cidade.
- O desfile de barcos da Noche Valdiviana e o Bierfest acontecem na alta temporada, de janeiro a fevereiro.
- Para chegar a Corral, o ferry de Niebla é mais rápido do que a estrada.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, principalmente entre dezembro e fevereiro, e de preferência com três dias. Valdivia é uma cidade de rios e de ritmo calmo, com história espanhola e alemã que aparece nas ruas. Quem espera praia vai se decepcionar: o mar está a 15 km. Quem gosta de rio, cerveja e floresta temperada encontra um dos destinos mais agradáveis do sul chileno.




















