Antes de ir: documentos, seguro e chip para o Chile
Antofagasta é a capital da região de mesmo nome, no norte do Chile, com cerca de 400 mil habitantes. Fica numa planície litorânea espremida entre o Oceano Pacífico e a cordilheira da Costa, em pleno deserto, e é conhecida no país como a Pérola do Norte. Não é um destino que se escolhe só pelo centro da cidade. A cidade serve de ponto de partida para o deserto e oferece praias, o arco de La Portada, a escultura Mano del Desierto e a marca do Trópico de Capricórnio, que passa ao norte, perto do aeroporto.
A melhor época para visitar Antofagasta
Na planície onde fica a cidade, o clima é desértico, com muitas nuvens. A corrente de Humboldt mantém as temperaturas suaves e estáveis quase o ano todo: média anual de 16,4 °C, com mensais entre 13 °C e 20 °C. O ar é úmido, e de manhã aparece a neblina chamada camanchaca. A chuva é muito rara, e o vento vem do sul e do sudoeste. Como não há uma estação de calor extremo nem de frio forte, o clima pesa pouco na escolha da data. Leve um casaco leve para o fim do dia, e lembre que, quanto mais longe do litoral e mais alto, mais o clima muda.
Como chegar a Antofagasta
A cidade é servida pelo Aeroporto Internacional Cerro Moreno, ao norte da área urbana, bem perto da marca do Trópico de Capricórnio. Por terra, fica ao norte de Taltal e ao sul de Mejillones e San Pedro de Atacama, o povoado de onde saem muitos dos passeios pelo deserto.
O que fazer em Antofagasta
- Visitar o Monumento Natural La Portada, a cerca de 18 km ao norte pela Ruta 1. É uma falésia costeira de até 52 metros de altura que rodeia um arco isolado pela erosão do mar, com rochas sedimentares e fósseis.
- Passar uma tarde nas praias, como o Balneário Municipal, Trocadero, Paraíso, Huáscar (8 km ao sul) e Amarilla (11 km ao sul).
- Ir à Mano del Desierto, a escultura do artista chileno Mario Irarrázabal, a 75 km ao sul da cidade.
- Ver o marco do Trópico de Capricórnio, a poucos metros do aeroporto, que funciona como observatório do solstício.
- Explorar a Reserva Nacional La Chimba, a uns 10 km a nordeste, na quebrada de mesmo nome, com microclimas e até noventa espécies de fauna e flora.
- Para quem gosta de vulcões e altitude, o Parque Nacional Llullaillaco, nos Andes, a 275 km, é o lar de vicunhas e guanacos e tem o vulcão Llullaillaco, de 6.739 metros.
Um pouco de história
A região foi ocupada pelos changos, coletores marinhos. A povoação cresceu como porto de embarque para exploradores e foi fundada pelo governo boliviano em 1868, embora já existisse antes. Em 1866, a descoberta de salitre no Salar del Carmen deu início à exploração e à formação de uma companhia de capital chileno e inglês. Durante décadas, o minério e o cobre definiram a economia da cidade. A Cidade Empresarial La Negra, a 20 km da zona urbana, reúne hoje uma refinaria de cobre e uma fábrica de cimento.
Onde se hospedar
Os hotéis e pensões se concentram no centro e no sul da cidade, perto da orla. Para quem está de passagem rumo ao deserto, é a região mais prática, perto da orla.
Dicas práticas antes de ir
- Leve um casaco leve para o fim do dia e a manhã de neblina.
- Combine La Portada e as praias do norte num mesmo passeio pela Ruta 1.
- Para a Mano del Desierto, lembre que fica a 75 km da cidade, então programe o carro.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como parada de um a dois dias para quem vai ao deserto do Atacama, e para ver La Portada. A cidade é portuária e industrial, então quem espera o charme de uma cidade colonial pode se decepcionar. O litoral do Pacífico e o acesso ao deserto compensam.
















