Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Argentina
San Carlos de Bariloche, ou só Bariloche, fica na Argentina, na província de Río Negro, na margem sul do lago Nahuel Huapi, dentro do parque nacional de mesmo nome e colada nos Andes patagônicos. É a cidade mais populosa dessa parte dos Andes e o destino mais visitado da Patagônia: recebe em torno de um milhão de turistas por ano, principalmente no inverno. Lagos, bosques e montanhas são o atrativo, e o esqui é o que mais pesa na procura.
A melhor época para visitar Bariloche
O clima é mediterrâneo oceânico, com invernos de muita neve, frios, e verões secos, suaves e curtos. O vento vem quase sempre do oeste, e as maiores chuvas caem em maio e junho. Novembro é o mês dos ventos mais fortes, com rajadas que chegam a 100 km/h. No verão há dias de 35 °C, e no inverno a mínima já chegou a -25,4 °C, em julho de 2017. O pico do turismo de inverno vai de julho a agosto, e é também quando aumentam os voos. Para caminhar, navegar e ver os lagos sem tanta gente, o verão e o início do outono funcionam melhor.
Como chegar a Bariloche
A cidade tem o aeroporto internacional Teniente Luis Candelaria, com voos regulares de Aerolíneas Argentinas, LATAM, Andes Líneas Aéreas e LADE, com picos em julho e agosto. Por terra, a principal rota pelo norte é a RN 40, que entra por Neuquén. Buenos Aires fica a cerca de 1.550 km por estrada. Não há trem direto de Buenos Aires: o Tren Patagónico liga Bariloche a Viedma, em 19 horas, e daí é preciso conectar com outros trens.
O que fazer em Bariloche
O cerro Catedral, a 20 km da cidade, é o centro de esqui mais importante da Argentina, e o cerro Otto tem esqui nórdico. O circuito clássico inclui o cerro Tronador, passando pelo lago Mascardi e chegando ao glaciar Ventisquero Negro. Os passeios de catamarã pelo Nahuel Huapi partem de Puerto Pañuelo. Pelo lago também se chega ao parque nacional Los Arrayanes, que protege um bosque de arrayanes. A cidade é a "capital nacional do turismo aventura" desde 2012, com rafting, canotagem e pesca com mosca.
O centro cívico, projetado nos anos 1930, e a catedral reúnem a arquitetura de madeira e pedra de inspiração alpina. Com o tempo, prédios maiores e sem esse estilo foram surgindo. Para as saídas, a Civitatis oferece o Free tour por Bariloche, o Tour panorâmico pelo Circuito Chico, o Tour pelo Circuito Chico com Cerro Catedral, a Excursão ao Cerro Tronador, a Excursão à Ilha Victoria e ao Bosque de Arrayanes e a Excursão a San Martín de los Andes e aos Sete Lagos.
Onde se hospedar
O centro de Bariloche, junto ao lago, concentra comércio e restaurantes. Para esquiar, vale ficar perto do cerro Catedral, a 20 km. Quem prioriza os passeios de barco pode procurar algo perto de Puerto Pañuelo, de onde eles saem.
Dicas práticas antes de ir
- A água dos lagos e rios é fria o ano todo, mesmo no verão, por causa do degelo.
- Em novembro, os ventos fortes podem atrapalhar passeios de barco.
- No inverno, reserve hospedagem e passeios com antecedência: julho e agosto são o pico.
- A cidade tem ônibus urbano da Mibus, com cartão SUBE.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, no inverno para esquiar e no verão para lago e montanha. A cidade mudou com o turismo em massa, e há relatos de custo de vida alto e de pressão sobre o ambiente. O entorno natural, porém, segue sendo o motivo da viagem.























